25/09/2017 às 19h13min - Atualizada em 25/09/2017 às 19h13min

O Círio que ninguém viu

Quem são as pessoas que trabalham para que a maior festa religiosa do mundo aconteça

Atila Penha - Jornal In Foco
Fotos: Atila Penha, Ricardo Mesquita e Kleysykennyson Carneiro
Todos veem a beleza que é o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, a majestosa berlinda, cada detalhe minucioso, a fé dos fiéis e todo o envolvimento com a ocasião. Mas para que a procissão aconteça é necessário muito trabalho e dedicação. Cerca de 300 pessoas trabalharam voluntariamente pra que o 3° Círio de Nazaré acontecesse em Canaã.


 
Os preparativos começaram cerca de seis meses antes, com a confecção da berlinda em que Nossa Senhora foi levada. A confecção aconteceu em Belém pelo artesão de nome Cravinho, que a esculpiu em madeira de Angelim.


 
As flores usadas na berlinda foram compradas em São Paulo, passaram 4 dias viajando até chegar à cidade. Milhares de flores, como tulipas, rosas, margaridas, calábrias, crisântemos e bromélias, foram guardadas com todo cuidado para deixar a imagem da Santa ainda mais bonita.
 
Cerca de 110 guardas de Nossa Senhora trabalharam na segurança das ruas e dos fiéis. Eles também foram os responsáveis por puxar o carro em que a imagem da Santa foi levada e seguraram a corda de quase 200 metros em que os fiéis se agarraram durante todo o percurso.


 
Em toda a passagem do Círio, voluntários trabalharam distribuindo água aos fiéis, recolhendo os resíduos, para manter a limpeza da cidade durante a procissão. Os voluntários da missão GOG (Grupo de Oração Jovem) estavam arrecadando oferta de quem seguia a procissão, Daniela dos Santos falou: "É uma grande honra participar do 3° Círio. Para mim é gratificamente esse trabalho que estamos fazendo como arrecadadores, colhedores dessa obra tão linda e missionária".




 
Lúcio Anderson é vendedor ambulante há mais de 20 anos e trabalha durante todo o segundo semestre vendendo fitas, camisas, chaveiros e toalhas para o Círio de Nazaré em mais de 20 cidades em todo o estado do Pará. Pela primeira vez, Lúcio veio à Canaã: “Eu cheguei na quinta-feira e tenho boas expectativas quanto às vendas. A gente sempre ouve falar em Canaã e espero vender bastante.” Em seu estoque, 3000 fitas, 200 camisas, 100 chaveiros e 100 toalhinhas em homenagem à padroeira dos Paraenses. O vendedor é morador do bairro Benguí, na capital Belém, e conta que costuma vender duas mil camisas no Círio de lá.


 
É inegável que o Círio de Nazaré envolve milhares de pessoas. Esses centenas de operários da fé são as engrenagens necessárias para o sucesso da filial canaense da maior festa religiosa do planeta. É inevitável não lembrar de uma frase do livro “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry: “O essencial é invisível aos olhos”.  Nada mais justo, nada mais certo.






 
O Jornal In Foco encerra aqui a sua cobertura especial do maior Círio da história de Canaã dos Carajás. Durante pouco mais de um mês, trouxemos em primeira mão e com total exclusividade todos os eventos em torno da celebração da fé. Durante esses 30 dias, nossa redação trabalhou incessantemente para levar aos nossos leitores todas os detalhes do Círio 2017. Começa agora a contagem regressiva para a quarta edição da festa em 2018. A certeza é que a festa será ainda maior que a deste ano e o nosso compromisso é estar lá e trazer mais uma vez a maior cobertura jornalística já feita por um veículo de imprensa local.
 
Até lá!



 
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