12/02/2022 às 11h45min - Atualizada em 12/02/2022 às 11h45min

Pará contratou cerca de 9,5 mil jovens aprendizes

Levantamento mostra que o Estado liderou esse tipo de contratação na Região Norte, mesmo em um cenário de pandemia e crise econômica

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O Pará foi o Estado da Região Norte que mais contratou jovens aprendizes, alcançando cerca de 9.500 pessoas no ano de 2021. É o que mostra pesquisa divulgada pelo Dieese/PA, com base em informações oficiais do Ministério do Trabalho, segundo o novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O estudo também é parte integrante do projeto do Observatório do Trabalho do Estado do Pará, parceria entre o Dieese/PA e o Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

De acordo com o Dieese/PA, o mercado de trabalho ainda sofre os impactos provocados em mais de dois anos de pandemia. Vários indicadores ainda mostram um alto contingente desempregados e trabalhadores ocupados informalmente em todo o país. Neste cenário também se encontram milhares de jovens que estão buscando sua inserção no mundo do trabalho e, entre as alternativas disponíveis, a política de aprendizagem pode ser um grande facilitador para entrar no mercado de trabalho de maneira formalizada e com garantias legais.

Ainda de acordo com os dados analisados pelo Dieese/PA, no ano de 2020, o Estado também contratou jovens aprendizes, só que em quantitativo bem menor. Foram admitidos formalmente naquela oportunidade o total de 7.144 jovens aprendizes em todo o Pará.

De acordo com o estudo, das 9.490 contratações formais de jovens aprendizes ocorridas em todo o Pará, no ano passado, mais da metade foi do sexo masculino (cerca de 53,2%), alcançando o total de 5.051 jovens, e o restante - 4.439 jovens - eram do sexo feminino (cerca de 46,8% do total no Pará).

As análises mostram ainda que, em todo o Pará, no ano passado, levando em consideração a contratação formal de aprendizes por setores econômicos de atividades, a situação foi a seguinte: a maioria dos jovens aprendizes foi contratada pelo setor comércio, com a admissão de 3.204 jovens (equivalente a 33,8% do total das contratações ocorridas no Estado), seguido do setor serviços, com a contratação de 2.580 jovens (equivalente a 27,2%); setor da indústria com 1.828 jovens (equivalente a 19,3%); setor da construção, com 1.237 jovens (equivalente a 12,6%) e do setor da agropecuária, com a contratação formal de 641 jovens aprendizes (equivalente a 7,0%).

Região Norte

O estudo também analisou a contratação formal de jovens aprendizes ocorrida no ano passado nos sete Estados da Região Norte: no período analisado, foram contratados formalmente 23.968 jovens aprendizes, com destaque para o Estado do Pará (9.490, equivalente a cerca de 39,6% do total de contratações de todo o Norte), seguido do Amazonas (6.589, equivalente a 27,5%); Rondônia (3.313, equivalente a 13,8%); Tocantins (2.021, equivalente a 8,4%); Acre (979, equivalente a 4,1%); Roraima (848, equivalente a 3,5%) e do Amapá (728, equivalente a 3,0%).


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