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13/06/2024 às 18h49min - Atualizada em 13/06/2024 às 18h49min

Ferrovia Carajás será a primeira do Brasil a utilizar trens híbridos que reduzem emissão de CO²

Composição irá circular na região de Açailândia juntando locomotivas movidas a combustível e baterias elétricas a partir de 2026. Expectativa é economizar 25 milhões de litros de diesel por ano, deixando de emitir cerca de 63 mil toneladas de carbono

Ascom Vale
As ferrovias desempenham papel estratégico no transporte da produção da Vale. Juntas, a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) somam cerca de 2 mil quilômetros de linhas e conectam as minas aos portos, onde a produção é embarcada e enviada aos clientes. A Estrada de Ferro Carajás, por exemplo, tem cerca de 900 quilômetros e conecta o sudeste do Pará ao Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). 
Mesmo sendo um transporte eficiente quando comparado a outras alternativas, como a rodoviária, reduzir a emissão de CO² da EFC e EFVM também é parte da meta de descarbonização da Vale, que prevê reduzir em 33% as suas emissões de escopo 1 e 2 até 2030; e de zerar suas emissões líquidas até 2050. Hoje, a malha ferroviária da Vale representa 10% das emissões de carbono da mineradora.
Trens híbridos e novas fontes de combustível 
Inicialmente, para maximizar a eficiência energética da ferrovia Carajás, a Vale está investindo na compra de locomotivas elétricas para substituir o atual “helper dinâmico”, que impulsiona trens carregados em uma área de aclive de 140 quilômetros, em Açailândia (MA), elevando o consumo de combustível. Na prática, são locomotivas extras que entram em ação para garantir que a composição carregada de minério vença o trecho de subida. 
As novas locomotivas elétricas a bateria FLXdrive já foram compradas pela Vale em uma parceria firmada com a Wabtec Corporation e devem ser entregues em 2026. Com a nova tecnologia, a estimativa é de uma economia de 25 milhões de litros de diesel por ano na EFC, deixando de emitir cerca de 63 mil toneladas de carbono, o equivalente ao consumo anual de aproximadamente 14 mil carros de passeio de mil cilindradas.
Em paralelo ao uso de locomotivas elétricas, que inicia a transição energética, a Vale já contratou pesquisas e testes com outros biocombustíveis e fontes com baixa emissão, ou mesmo, de zero emissão de CO². O biodiesel é uma das alternativas priorizadas pela empresa, considerando os resultados já apresentados.
“Inicialmente, estamos maximizando a eficiência energética, substituindo as locomotivas a diesel do helper dinâmico por elétricas, mas a ideia é que, no futuro, as outras locomotivas do trem possam ser abastecidas por um outro tipo de combustível mais sustentável, contribuindo para que a Vale atinja a meta de reduzir em 33% as suas emissões de escopo 1 e 2 até 2030 e de zerar suas emissões líquidas até 2050″, explica a diretora de Energia da Vale, Ludmila Nascimento.
Impacto dos modais rodoviário e ferroviário na emissão de CO² no Brasil
Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), entidade que defende e promove o setor no Brasil, a emissão de CO² das ferrovias no Brasil é muito menor que o volume emitido pelo modal rodoviário. Uma comparação publicada no site da ANTF, usando dados do Sistema de Estimativa de Gases (SEEG), diz que as emissões do transporte de carga em 2021 representaram 11,1% das emissões líquidas totais do Brasil. E desse total de 11,1%, o modal rodoviário respondeu por 79% das emissões, enquanto o setor ferroviário de cargas por 2,9%.
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