05/11/2021 às 16h23min - Atualizada em 05/11/2021 às 16h23min

Projeto de exploração ouro preocupa ativistas no Xingu

Movimentos sociais de Altamira e região chamam atenção para o que consideram um "desastre ambiental e social" anunciado. Manifestante protestaram na quinta-feira (4) contra a empresa Belo Sun.

Dol
 

Movimentos sociais do município de Altamira no interior do Pará promoveram, na última quinta-feira (04/11), um ato conta a instalação da mineradora canadense Belo Sun nas proximidades do Rio Xingu. A empresa Belo Sun Mineração Ltda., subsidiária brasileira da Belo Sun Mining Corporation, pertencente ao grupo Forbes & Manhattan Inc., um banco mercantil de capital privado.

O projeto "Projeto Volta Grande" de exploração de ouro está localizado a apenas 10,7 km da barragem principal da Usina Hidrelétrica Belo Monte, de forma que praticamente toda a área de influência se encontra sobreposta à Área Diretamente Afetada (ADA) da usina.

 Movimento Xingu Vivo

De acordo com os manifestantes do Movimento Xingu Vivo, a empresa está ameaçando centenas de famílias com a expulsão de suas residências. Além disso a exploração no a região pode causar uma tragédia ainda maior que Belo Monte. 

 Movimento Xingu Vivo
 

 

O Projeto pretende ser a maior mina de ouro a céu aberto do Brasil e estima a retirada de 117,83 toneladas do minério, com previsão de 2 anos para a implantação, 12 anos de produção, 2 anos para fechamento e 8 anos para o monitoramento e descomissionamento final, totalizando 24 anos. 

 Movimento Xingu Vivo

Segundo os ambientalistas, a barragem de rejeitos do Projeto Volta Grande é de maior risco socioambiental. Devido a uma mistura entre água e sólidos moídos, que forma uma espécie de lama cujo volume chegará a 35 milhões de metros cúbicos e todo esse material não pode ser descartada na natureza. Além disso, a possibilidade de rompimento dessa barragem, que não foi desenhada sob nenhum critério de segurança sísmica.

Atualmente, a licença de instalação de Belo Sun, outorgada pela SEMAS, está suspensa pelo TRF1 em função de impactos nos territórios indígenas.

| Movimento Xingu Vivo
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