31/08/2017 às 19h06min - Atualizada em 31/08/2017 às 19h06min

Secretaria Municipal de Saúde faz campanha de prevenção à leishmaniose em Canaã dos Carajás

Após o surgimento de casos no município, a Secretaria de Saúde decidiu mobilizar suas equipes no combate à doença. Especialista afirma que, apesar do perigo, a doença ainda está longe de ser um surto na cidade.

Kleysykennyson Carneiro e Atila Penha - Jornal In Foco
A Secretaria Municipal de Saúde de Canaã dos Carajás deu início neste mês de agosto a uma campanha de prevenção à leishmaniose no município. A iniciativa aconteceu após o surgimento de alguns casos e a identificação do vetor responsável pela transmissão da doença na cidade.
 
O que é leishmaniose?
 
A Leishmaniose é uma doença crônica causada pela picada do mosquito palha, que transmite o parasita Leishmania. O mal se divide em três tipos: leishmaniose cutânea, leishmaniose visceral e a leishmaniose mucocutânea.
 
Existem hoje cerca de 20 espécies do parasita que podem afetar os humanos. A doença começa a se desenvolver rapidamente quando os parasitas chegam às correntes sanguíneas e se espalham pelas células e outros tecidos.
 
A enfermidade afeta animais domésticos, principalmente cães, que ao serem infectados não transmitem a doença diretamente para os seres humanos, mas sim pela ação vetorial do mosquito.
 
A doença em Canaã
 
O coordenador de Vigilância e Saúde da Secretaria, Douglas Pacheco, concedeu entrevista informando as atividades da pasta. De acordo com ele, as ações da Secretaria acontecem através de buscas e denúncias de casos, tanto em cães, quanto em seres humanos. Segundo o especialista, as investigações da doença começam através dos sintomas: “Em seres humanos, longos períodos de febre, aumento de abdômen, mal estar e falta de apetite podem indicar a presença da enfermidade. No caso de suspeita, os agentes de saúde fazem a coleta de material para a análise, enviam para Belém e o resultado chega dentro de 30 dias. O tratamento é feito de forma gratuita pela rede municipal.”


Douglas Pacheco, coordenador de Vigilância e Saúde
 
Douglas também explicou que o caso dos cães é mais complicado: “Ainda não existe cura para a doença nos animais. Só o que existe é um tratamento caríssimo e pouco acessível, que não cura a doença, apenas ameniza seus efeitos. Infelizmente, quando encontramos a enfermidade nesses animais, a recomendação é mesmo a eutanásia.”
 
Douglas Pacheco também informou que só há 3 casos diagnosticados no município e por esse motivo a leishmaniose não pode ser considerada um surto. As medidas tomadas são para que a doença não se propague.
 
O especialista falou também sobre as formas de se prevenir do mosquito transmissor: “Para se prevenir, é necessário que se tenha cuidado com a higiene dos quintais, evitar a humidade e o acúmulo de lixo, além do uso de repelentes. É recomendável também que os cães durmam do lado de fora da residência. Medidas assim evitam a propagação da enfermidade.”
 
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