24/01/2020 às 09h32min - Atualizada em 24/01/2020 às 09h32min

​Coronavírus deixa 30 milhões de pessoas em 10 cidades na China com restrição de circulação

Vírus já matou 25 pessoas e tem mais de 800 casos confirmados. Restrições incluem fechamento de estações de trens, rodoviárias, transportes urbanos e de circulação de carros por algumas estradas.

- Jornal In Foco
G1
Foto: Reprodução
Ao menos dez cidades na província de Hubei, na China, estão com restrições de circulação nesta sexta-feira (24), o que afeta cerca de 30 milhões de pessoas, de acordo com a rede de notícias CNN. A medida de emergência foi tomada pelas autoridades chinesas para tentar frear a epidemia de coronavírus, que já matou 25 pessoas e tem mais de 800 casos confirmados. O jornal americano The New York Times fala que há restrições em 13 cidades, afetando 35 milhões de pessoas.
 
É na província de Hubei que está Wuhan, cidade considerada epicentro da doença, e que está sob quarentena. As outras cidades afetadas pela medida são Ezhou, Huanggang, Chibi, Xiantao, Zhijiang, Qianjiang, Huangshi, Xianning e Yichang.
 
As restrições incluem fechamento de estações de trens, rodoviárias, transportes urbanos e de circulação de carros por algumas estradas. As autoridades ainda não informaram quando essas medidas serão retiradas.
 
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Apesar dos números, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quinta que "ainda é cedo" para declarar emergência internacional devido às infecções do coronavírus.
 
Outras medidas de restrição na China

Nesta quinta, Pequim anunciou que cancelou as comemorações do Ano Novo chinês, tradicional festividade que deveria começar nesta sexta e duraria uma semana. A iniciativa pretende desestimular a circulação de pessoas pelo país, que poderia colocar possíveis doentes em contato com pessoas saudáveis.
 
A rede de fast food McDonalds anunciou nesta sexta-feira que vai suspender as operações em cinco cidades chinesas: Wuhan, Ezhou, Huanggang, Qianjing and Xiantao, todas na província de Hubei. Não há previsão para as lojas serem reabertas.
 
O estádio Bird's Nest, palco dos jogos olímpicos de 2008, foi fechado nesta sexta, segundo a Reuters.
 
Atrações turísticas como a Muralha da China em Juyonggang, os Túmulos de Ming e a Floresta do Pagode de Yinshan serão fechadas ao público a partir deste sábado, de acordo com a CNN.
 
Novo hospital e pesquisas de emergência

A China está em uma corrida científica e estrutural contra o avanço de novos casos de coronavírus.
 
O Ministério de Ciência e Tecnologia da China lançou oito projetos de pesquisa de emergência para ajudar a lidar com o mais recente surto de coronavírus no país.
 
Foi também lançado um sistema nacional com informações de pesquisas a respeito da doença. Imagens microscópicas eletrônicas do vírus, primers e sondas para detecção de vírus estão disponíveis no site, de acordo com a rede de notícias Xinhua.
 
Na cidade de Wuhan, epicentro da doença, as autoridades estão construindo um novo hospital que será dedicado ao tratamento da doença, segundo a Xinhua News. O empreendimento segue o modelo de Beijing para tratamento de doenças respiratórias agudas, conhecidas como SARS. O hospital terá 1 mil leitos e deverá ser inaugurado em 3 de fevereiro.
 
 Cientistas ainda tentam identificar a origem da doença. Um estudo da Universidade de Pequim e da Universidade de Bioengenharia de Wuhan publicado na quarta-feira (22) no "Jornal of Medical Virology" afirma que a mutação do coronavírus que está causando esta epidemia pode ter vindo de cobras.
 
“Muitos pacientes foram potencialmente expostos a animais silvestres no mercado atacadista de frutos do mar de Huanan, onde também eram vendidos aves, cobras, morcegos e outros animais silvestres”, diz o estudo.
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