07/01/2020 às 14h34min - Atualizada em 07/01/2020 às 14h34min

​Justiça da Índia marca para 22 de janeiro execução de homens que estupraram e mataram estudante

Crime ocorrido em 2012 fez com que indianos fossem às ruas protestar. Condenados ainda podem recorrer da decisão e solicitar perdão ao presidente do país.

- Jornal In Foco
G1
Manifestante faz memorial com velas para marcar o primeiro ano da morte da vitima de estupro e assassinato de Nova Delhi, em 16 de dezembro de 2013 — Foto: Adnan Abidi
O tribunal da capital indiana determinou nesta terça-feira (7) que os quatro homens condenados pela morte de uma estudante de medicina em Nova Déli, na Índia, em 2012, sejam enforcados no dia 22 de janeiro, às 7h (horário local).
 
A Justiça já havia considerado que eles eram culpados em 2013, mas a data da execução só foi divulgada nesta terça.
 
Os condenados ainda podem recorrer da decisão e solicitar perdão ao presidente do país.
 
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A família da universitária Jyoti Singh, que morreu aos 23 anos, expressou satisfação com a decisão da justiça.
 
"Esta decisão restaurou a fé das mulheres no sistema judiciário. Minha filha finalmente conseguiu justiça", disse a mãe de Jyoti, Asha Devi.
Para o pai, Badrinath Singh, é "uma boa decisão para todo país". "Mas nossa batalha continuará por muitas outras filhas que estão na mesma situação em toda Índia", afirmou.
 
O crime
 

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Jyoti Singh foi brutalmente atacada em um ônibus público em dezembro de 2012, quando voltava para casa na companhia de um amigo, depois de sair do cinema.
 
Após ser torturada, a jovem foi jogada ao lado do amigo, também gravemente ferido, em uma sarjeta. Ela não resistiu aos ferimentos.
 
O crime fez com que centenas de milhares de indianos fossem às ruas e deu origem a um documentário premiado e a uma série da Netflix.
 
Inicialmente, seis pessoas foram acusadas de terem participado do crime, mas uma foi libertada após uma breve detenção por ser menor de idade. Outra cometeu suicídio enquanto aguardava julgamento.
 
Após esse crime, os parlamentares aprovaram leis mais duras contra violência sexual, incluindo a pena de morte para alguns casos de estupro, mas a implementação dessas regras não tem sido efetiva.
 
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