07/01/2020 às 14h11min - Atualizada em 07/01/2020 às 14h11min

Sinalização de aval de Bolsonaro a fundo eleitoral de R$ 2 bilhões irrita aliados

- Jornal In Foco
G1
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A sinalização do presidente Jair Bolsonaro de que pode sancionar a previsão de R$ 2 bilhões no Orçamento de 2020 para financiamento de campanhas eleitorais tem irritado aliados do governo no Congresso.
 
O assunto foi discutido entre integrantes do governo nesta segunda-feira (6) e também entre parlamentares alinhados à pauta de combate à corrupção do ministro da Justiça, Sergio Moro.
 
Fontes do Ministério da Justiça ouvidos pelo blog, no entanto, avaliam que o assunto é da alçada da Presidência da República não da pasta.
 
Apoiadores do governo avaliam que o Planalto já se desgastou com a sanção da figura do juiz de garantias – mesmo sob críticas de bolsonaristas.
 
Agora, a sanção do aumento de dinheiro público destinado a campanhas eleitorais será, novamente, um gesto do presidente ao Congresso para evitar se indispor com parlamentares. Tal aceno contraria o próprio eleitorado de Bolsonaro.
 
A base de apoio do presidente frequentemente mira nas redes sociais parlamentares como “adversários” do combate à corrupção, uma das bandeiras de campanha de Bolsonaro.
 
Bolsonaro sinaliza sancionar fundo eleitoral de R$ 2 bilhões
 
Na semana passada, o presidente disse que se vetasse o fundo eleitoral – como chegou a cogitar em dezembro – correria risco de impeachment. Afirmou que a sanção é “uma obediência à lei" e que era preciso "preparar a opinião pública" para a sua decisão para não ser “massacrado”.
 
Nos bastidores, Bolsonaro tem irritado principalmente aliados com protagonismo na área jurídica do Congresso, que defendem o veto do texto e são alinhados a Sergio Moro.
 
Segundo o blog apurou, o secretário-geral da Presidência Jorge Oliveira tem advogado junto ao presidente pela sanção do fundo eleitoral.
 
O presidente Jair Bolsonaro tem até o dia 20 de janeiro para tomar a decisão.
 
O fundo eleitoral, financiado com dinheiro público, foi criado por lei em 2017, após a proibição de doações de empresas para campanhas políticas.
 
O Congresso aprovou em dezembro o Orçamento com os R$ 2 bilhões propostos pelo próprio governo para o fundo. O relator do Orçamento, deputado Domingos Neto (PSD-CE), chegou a defender um valor de R$ 3,8 bilhões, mas optou por manter o valor sugerido pelo governo.
 
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