23/10/2019 às 16h04min - Atualizada em 23/10/2019 às 16h04min

Aprovada a Reforma da Previdência; Eduardo anuncia desistência da embaixada nos EUA

- Jornal In Foco
G1
Reprodução: Internet
Os principais jornais dos país destacam a aprovação no Senado, nesta terça-feira (22), do texto-base da reforma da Previdência, que muda as regras de aposentadoria no país. Por 60 votos a 19, o placar folgado gerou a mais importante vitória do governo Jair Bolsonaro.
 
A reforma, que tramitou durante oito meses no Congresso, deverá ser concluído nesta quarta-feira (23) com votação dos destaques, que ainda podem desidratar em R$ 76,5 bilhões a economia prevista para os próximos dez anos. Hoje está em R$ 800,3 bilhões.
 
Em seu destaque principal, O Estado de S.Paulo informa que a adoção da idade mínima – fixada em 65 anos para homens e 62 para mulheres - retira o Brasil de um pequeno grupo de nações que ainda permitia a concessão do benefício levando em conta apenas o tempo de contribuição.
 
A expectativa com a aprovação da reforma levou a Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, fechar em inéditos 107 mil pontos.
 
Como lembra o Estadão, o país já esteve próximo de aprovar uma idade mínima para todos os trabalhadores. A mudança não foi aprovada no governo Fernando Henrique Cardoso por apenas um voto. Michel Temer também tentou, mas fracassou.
 
De acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a reforma deve ser promulgada dentro de dez dias, quando passará a valer de forma efetiva. “Um passo à frente. Senado aprova texto-base da Previdência”, informa a manchete do Estadão.
 
Em seu título principal, O Globo detalha que, pelas novas regras, quem ingressar no mercado de trabalho após a promulgação da reforma, só poderá dar entrada no pedido de aposentadoria após a idade mínima fixada para homens (65 anos) e mulheres (62).
 
O matutino carioca também recorda que, com as mudanças no texto original da reforma durante a tramitação, o impacto fiscal será mais brando do que os R$ 1,2 trilhão previstos pelo governo federal inicialmente.
 
Uma mudança em relação ao texto proposto pela equipe econômica de Bolsonaro foi a rejeição, ainda na fase de discussão na Câmara, da transição para o regime de capitalização, no qual cada trabalhador contribui para a sua própria aposentadoria.

Na avaliação de especialistas ouvidos pelo O Globo, o Brasil passa pela mais ampla reestruturação do sistema previdenciário com alteração de dispositivos previstos na Constituição de 1988. “Congresso aprova a mais ampla reforma da Previdência em 30 anos”, diz o título principal do Globo.
 
Em seu texto principal, a Folha de S.Paulo afirma que pelo menos 72 milhões de trabalhadores, da iniciativa privada e do serviço público, terão suas aposentadorias alteradas com as novas regras.
 
De acordo com a Folha, a espera pela volta do presidente Jair Bolsonaro ao Brasil – que está em viagem oficial à Ásia – para promulgar a reforma será apenas por deferência ao cargo, pois ele pouco atuou na articulação com os parlamentares nos últimos oito meses.
 
O presidente comemorou o resultado em rede social ao dizer que a aprovação abre caminho para o Brasil “decolar de vez”. Bolsonaro mencionou que a próxima etapa deve ser a reforma tributária ou administrativa.
 
“A tributária é sempre complicada, há muito tempo que se tenta e não se consegue. Acredito que a administrativa seja de tramitação menos difícil”, disse. “Congresso aprova a reforma da Previdência, que afeta 72 milhões”, sublinha a manchete da Folha.
 
Os jornais ainda destacam, em suas primeiras páginas, o anúncio de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no qual ele desistiu de sua candidatura à embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos.
 
Eduardo foi o principal protagonista da disputa política conhecida por “guerra de listas”, que acabou por rachar o PSL. O deputado paulista assumiu a liderança do partido na Câmara e disse que fica no Brasil para defender o governo do pai.
 
Com a desistência, Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (22), que poderá indicar o diplomata Nestor Forster – nome ligado ao escritor Olavo de Carvalho – para o posto mais importante da diplomacia brasileira no exterior.
 
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