06/06/2018 às 09h09min - Atualizada em 06/06/2018 às 09h09min

Cadê a festa? Com desconfiança e poucas referências, Moscou esfria clima de Copa

Turistas são esperados a partir do fim de semana, e má fase da seleção local não anima russos a praticamente uma semana da abertura. Praça Vermelha é único local decorado

Cahê Mota e Márcio Iannacca, Moscou - Jornal In Foco
globoesporte.globo.com
Brasileiros, venham para Rússia animados. O país da Copa precisa de calor humano. Faltando praticamente uma semana para o pontapé inicial entre o time da casa e a Arábia Saudita, quinta-feira, dia 14, no estádio Luzhniki, a atmosfera está longe de ser acolhedora em Moscou.

Decoração nos arredores da Praça Vermelha ainda recebe pouquíssimos torcedores (Foto: Cahê Mota / GloboEsporte.com)

Nas ruas, pouquíssimas são as referências ao evento. Reflexo de um certo desânimo dos russos com a seleção local. Com o empate por 1 a 1 com a Turquia, terça-feira, no estádio do CSKA, a Rússia chegará à Copa com um jejum de vitórias que teve início em outubro. Há desconfiança até mesmo na classificação às oitavas de final em grupo com Arábia, Egito e Uruguai.
 
- Não estamos satisfeitos com a nossa seleção. E não sei dizer uma seleção que seja favorita para ganhar essa Copa. Mas vou acompanhar todo o torneio - disse o russo Mikhail Mitrescu.
A partida contra os turcos, por exemplo, passou despercebida pelas ruas da capital. A camisa vermelha da equipe nacional é artigo raro, assim como decoração que demonstre qualquer ansiedade pelo início da competição. Do aeroporto Domodedovo até o centro da cidade, apenas pequenas citações.
 

Brasileiros de Brasília já estão em Moscou para acompanhar a Copa (Foto: Cahê Mota / GloboEsporte.com)
 
Na porta da entrada do país para torcedores do mundo inteiro, a Copa do Mundo só não passa despercebida por conta de um painel de boas-vindas com a imagem do mascote Zabivaka acima da esteira de bagagens. No caminho até o centro, pequenos out-doors fazem referências aos 32 países classificados.
 
- Imaginei que fosse ter mais coisas no aeroporto sobre a Copa, mas até no Brasil o clima não está como antes. Não tem tanta bandeirinha como antigamente - surpreendeu-se Guilherme Amaral, torcedor de Brasília, que já chegou à Rússia.
 

Ídolo local, Lev Yashin é arma russa para atrair os torcedores (Foto: Cahê Mota / GloboEsporte.com)

O Brasil, por sinal, é o quarto país que mais comprou ingressos para os jogos, o que aumenta a expectativa por animação pelas ruas de Moscou. Até abril, eram mais de seis mil bilhetes comprados, atrás apenas dos donos da casa, de argentinos e mexicanos.
 


Cartão postal russo, a Praça Vermelha promete ser o ponto de encontro de torcedores de todo o mundo. Não à toa, é o local que mais respira a Copa até o momento. Totens com referências aos campeões históricos, pequenos monumentos com a logo e o mascote da Rússia 2018 e um relógio que faz a regressiva para o pontapé inicial de Rússia e Arábia Saudita atraem os turistas. Ou deveriam atrair.
 
A parte boa para quem chegar mais cedo à capital do futebol pelos próximos 45 dias é que não há filas ou grandes aglomerações para desfrutar do espaço e tirar fotos. Foi o que aconteceu com o peruano Vicente Carmino, que está em Moscou para acompanhar o retorno de seu país ao Mundial após 36 anos.
 
- Em comparação a outros Mundiais, o ambiente está mais frio. Ainda faltam oito dias. Muita gente está chegando a partir do dia 9. Acredito que seja por isso.
Na terça-feira, a primeira seleção desembarcou na Rússia para o Mundial: o Irã. Com muitos amistosos marcados para os próximos dias, outros países têm chegada prevista para o fim de semana. Que comece assim o clima de Copa!


Na terça-feira, a primeira seleção desembarcou na Rússia para o Mundial: o Irã. Com muitos amistosos marcados para os próximos dias, outros países têm chegada prevista para o fim de semana. Que comece assim o clima de Copa!


Relógio faz a contagem regressiva para a Copa do Mundo (Foto: Cahê Mota / GloboEsporte.com)
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