28/05/2018 às 17h17min - Atualizada em 28/05/2018 às 17h17min

Pará sofre para receber frutas, legumes e verduras, mas tem estoque de produtos de mercearia e cesta básica para até 20 dias

Feiras da capital também amanheceram com muitas barracas fechadas e preços elevados. Ceasa recebeu apenas 10 dos 120 caminhões esperados.

G1 - Jornal In Foco
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Preço da batata em Belém chegou a R$ 4,90 o quilo nesta segunda, dia 28 (Foto: G1 Pará)
Com a greve dos caminhoneiros chegando ao oitavo dia no Pará, o problema enfrentado pelos supermercados e feiras está no abastecimento de frutas, verduras e legumes que chegam até a capital de outros estados, como é o caso da batata, cenoura e do pimentão. Por outro lado, o abastecimento no interior está prejudicado, segundo informações dos representantes da Associação dos Supermercados do Pará (Aspas), em reunião nesta segunda-feira (28) na sede do Ministério Público.
 
Já os produtos de mercearias, pelo menos nos supermercados, ainda têm estoque para cerca de 20 dias. Além disso, Jorge Pontual, presidente da Aspas, adiantou ter um bom estoque de frangos congelados. “Há uma estimativa de que os produtos da cesta básica tem estoque para 15 dias aqui na capital. Ainda tem estoque de frango congelados em bom número”, reiterou.
 
Em uma vistoria do G1 alguns supermercados de Belém, na manhã desta segunda, o preço do quilo do tomate chegou a R$ 6,90, enquanto que a batata lavada está sendo comercializada a R$ 4,90 o quilo. A cebola também alcançou R$ 6,50. “É um absurdo o que estou vendo. A gente sofre com a falta do produto e com o preço exorbitante dele nas prateleiras. E no final, ainda somos obrigados a ouvir que está normalizado”, afirmou Márcia Valéria, dona de casa.

 
A situação nas feiras é ainda mais preocupante. “Quem está com capital de giro comprou um pouco, quem não tem comprou um tomate de 50 por 120 reais. O repolho passou para 100 reais a caixa no sábado (26). Eu pagava 30, 35, 40 na caixa do repolho", disse Yang Otoni, que trabalha na Feira da 25. “Comprei oito caixas de ovos e ainda tenho aí. Paguei R$ 120 e estava pagando R$ 100. Não tem venda", completou outro feirante, José Francisco.
 
No Ver-o-Peso o cenário não era diferente. A feira é abastecida pela Ceasa, que sofreu queda de até 90% no abastecimento de produtos. Muitas barracas estão fechadas e as poucas abertas estão funcionando com horário reduzido, e com preços elevados. O valor do maço do cheiro verde bateu a casa dos R$ 12. No mercado de carne, os boxes até abriram, mas a procura foi pequena. A feira do peixe, no mesmo complexo, está abastecida normalmente.
 
Na Ceasa, de domingo para segunda, foram registrados apenas dez caminhões dos 120 que normalmente desembarcam na central. As carretas trouxeram: coentro, quiabo, couve, caruru, chicória, vagem, mamão, abacaxi, laranja, ovo, cebolinha, jambu e pimenta de cheiro. Esses produtos vieram de municípios como Santo Antônio do Tauá, Salvaterra, Capitão Poço, Santa Izabel e Curuçá.
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