06/05/2022 às 12h13min - Atualizada em 06/05/2022 às 12h13min

Criminosos usam a fé em esquema de pirâmide no Pará e Minas

Os Ministérios Públicos estaduais do Pará e de Minas Gerias participam de operação contra o grupo investigado por captação ilícita de recursos financeiros.

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O recente aumento na procura por investimentos financeiros também tem levado a um crescimento no volume de denúncias de fraudes financeiras, contra quem promete rendimentos exorbitantes para aliciar e fraudar vítimas. O esquema de pirâmide, também conhecido como “Esquemas Ponzi”, é um bom exemplo dessa prática criminosa.

Nesta quinta-feira (5), o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) participou de uma megaoperação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em conjunto com a Polícia Civil mineira. O procedimento policial estava relacionado a um suposto esquema Ponzi. O órgão paraense participou da ação por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), 

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Casa de luxo alvo da Operação Mercadores do Templo

Casa de luxo alvo da Operação Mercadores do Templo

 Casa de luxo alvo da Operação Mercadores do Templo | Foto: Divulgação Ascom/MPMG

A chamada “Operação Mercadores do Templo” tem como objetivo desmantelar a organização criminosa responsável por fraudes multimilionárias envolvendo uma complexa composição piramidal para captação de recursos financeiros sob a promessa de lucros muito acima do mercado.

Em um comunicado à imprensa, as autoridades confirmaram que, na manhã desta quinta-feira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Belém, e nas cidades de Unaí, Belo Horizonte, Contagem, Guanhães/MG e em Brasília/DF.

De acordo com as investigações, os integrantes da organização criminosa utilizavam a fé como principal isca para atrair investidores para os supostos serviços financeiros que ofereciam.

Para tentar passar maior credibilidade, o líder do grupo apresentava-se como um “homem de Deus”, fazendo tudo para parecer uma pessoa honesta e de conduta irretocável. Dono de uma oratória afiada, utilizava-se de passagens bíblicas, jargões de cunho religioso e, inclusive, de músicas gospel, para enganar as vítimas, que terminavam convencidas a investirem suas economias no esquema fraudulento.

Policiais observam área de lazer de uma das casas investigadas pela Operação Mercadores do Templo

Policiais observam área de lazer de uma das casas investigadas pela Operação Mercadores do Templo

 Policiais observam área de lazer de uma das casas investigadas pela Operação Mercadores do Templo | Foto: Divulgação Ascom/MPMG

De acordo com a investigação, as empresas do grupo criminoso eram responsáveis por operar um sistema altamente complexo e semelhante ao malfadado esquema de pirâmides financeiras ou “esquemas Ponzi”, oferecendo serviços de investimento com a previsão de um retorno financeiro insustentável sobre o valor aportado. A promessa era de juros remuneratórios de 8,33% ao mês para pessoa física e de 10% ao mês para pessoa jurídica.

O nome da “Operação Mercadores do Templo” faz referência ao episódio bíblico no qual Jesus Cristo, enfurecido, expulsa do Templo de Jerusalém os mercadores que estavam usando a casa de Deus para fazer negócios e explorar as economias do povo.


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