07/04/2021 às 10h19min - Atualizada em 07/04/2021 às 10h19min

Banco Central aponta que 7 em cada 10 pessoas estão endividadas no Pará

- Jornal In Foco

O Banco Central divulgou os dados do endividamento das famílias brasileiras até novembro de 2020. Os brasileiros estão com dívidas bancárias que atingem 51% da renda acumulada das famílias. No Pará, sete a cada 10 pessoas estão endividadas.

Os dados do Serasa revelam que, em dezembro de 2020, 61,4 milhões de pessoas estavam com o nome sujo no país, o que representa quase 30% de toda a população brasileira. Ou seja, é uma parcela da população que sofre com uma série de limitações financeiras em decorrência de dívidas não pagas.

Pessoas com o nome protestado sofrem uma série de sanções previstas em lei, como ter bens bloqueados na Justiça, diminuição do “score” de crédito, impedimento para compras e concessão de créditos, entre outras penalidades.

Esses índices de endividamento e com famílias e empresas protestadas preocupam, principalmente em um período em que vivemos uma crise de saúde global, em que ter o nome limpo para poder realizar compras ou conseguir crédito no mercado pode ser tão necessário.

Segundo o economista Paulo Campos, diretor da Direto Tecnologia, quando a pessoa está endividada ou com o nome protestado, ela tem sua vida natural limitada.

“Dificuldade de obter crédito, abrir uma conta, fazer matrícula no ensino privado, entre outras restrições. As empresas com estoque de dívidas elevado também são fortemente afetadas, ficando com a gestão financeira comprometida, forçando-as a lançar mão de corte de despesas e, consequentemente, elevando o desemprego, que por sua vez volta a afetar o poder de compra e capacidade de pagamento das famílias. É um ciclo que se repete e acentua”, explicou.

Paulo Campos também destacou que as dívidas não ficam restritas entre o devedor e o credor. De acordo com o diretor, o mercado, de posse de informações do comportamento do consumidor, acaba sabendo se ele deve com frequência ou se honra seus compromissos e, a partir daí, ele é ranqueado em um cadastro, onde uma classificação de risco de crédito ganha importância para empresas e investidores.

“Algumas empresas usam isso para mensurar riscos de determinado consumidor e, assim, aprovar ou não a possibilidade de fazer negócio com ele”, completou o economista.

(Fonte:G1)


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