26/07/2017 às 14h23min - Atualizada em 26/07/2017 às 14h23min

Assessor de gabinete de Jones William conta detalhes sobre a morte do prefeito

Kleysykennyson Carneiro - Jornal In Foco
Fotos: Milton Costa (Tucuruí)
A notícia da morte do prefeito Jones Wiliam abalou todo o estado do Pará na tarde desta terça-feira (25). O prefeito, com apenas 7 meses de mandato, foi brutamente assassinado por dois homens em uma motocicleta. O gestor estava fiscalizando uma obra que estava sendo executada quando foi surpreendido por seus algozes; Jones não teve chances de defesa e foi alvejada com tiros por todo o corpo, principalmente na cabeça. Ele ainda foi socorrido e levado para o Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos e morreu sem sequer passar por cirurgia.

Fila para ver o prefeito falecido
 
A cidade de Tucuruí está em choque e ainda tentando entender o que de fato aconteceu na macabra tarde de terça-feira. O assessor de gabinete do prefeito falecido, Camões, concedeu entrevista ao Jornal In Foco e falou um pouco sobre o ocorrido e a comoção em toda a cidade.
 
“Até onde sei, ele estava por volta de 14:30 paras as 15:00 lá na fábrica de asfalto. Estavam fabricando o asfalto para a operação tapa buracos na estrada do aeroporto. Por volta das 15:30, ele veio para o lugar onde os trabalhadores estavam. A massa asfáltica já estava sendo jogada nos buracos quando apareceu uma moto preta, com detalhes em vermelho. O cara gritou: Ei, Jones! Perdeu, perdeu, perdeu! Deu o primeiro tiro e mandou que todos os trabalhadores da prefeitura se afastassem. O prefeito caiu pelo tiro e em seguida ele detonou o resto dos tiros. Foram vários disparos por todo o corpo, mas na cabeça foram três, no olho e na testa.”

 Despedida de Jones.

Camões também falou sobre a ausência do segurança no momento do assassinato: “O segurança/motorista saiu para comprar vassouras para os trabalhadores. Com cinco ou dez minutos depois que ele saiu, os homens chegaram. Parecia que estavam só esperando.”


Milhares de pessoas comparecem ao velório de Jones. 

O assessor também relatou que o governador do Pará havia enviado policiais militares treinados para fazer a segurança do prefeito. No entanto, o gestor os dispensou por não haver desavenças com ninguém. “Só com muita insistência da família e dos amigos ele aceitou que um militar dirigisse para ele” afirmou.
 
Segundo Camões, o trabalho de Jones vinha sendo bem feito e várias demissões haviam acontecido para o enxugamento da folha de pagamento. Entre os cortes propostos por Jones, o do próprio salário foi um deles.
 
Jones William foi vereador na cidade entre os anos de 2009 e 2012. Após perder dois pleitos para prefeito, Jones foi eleito em 2016 com 31.628 votos, 53,50% dos votos válidos. Ainda segundo Camões, a cidade está desolada. Não há movimento de carros e nem do comércio local. “O único movimento que temos é aqui no velório” afirmou. Sobre as investigações, Camões afirmou que uma moto e um carro foram encontrados na Transcametá, na altura do quilômetro 50. “A Polícia Civil está indo para lá para averiguar a situação.” Já sobre a relação entre prefeito e vice, Camões foi enfático: “Eram como irmãos! Para onde um dia o outro ia, para Brasília... Assumia o presidente da câmara. As mulheres iam juntas. Eram muito próximos” concluiu. 




Comércio parado em Tucuruí.


Lojas fechadas em luto.


Vice-prefeito chora a morte do amigo Jones.
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