20/04/2018 às 10h08min - Atualizada em 20/04/2018 às 10h08min

Reputação x Fake News

O mercado das notícias falsas reafirma a necessidade da apuração jornalística e se torna um verdadeiro demolidor de reputações

Sílvia Lopes - Jornal In Foco
Internet/Ricardo Mesquta
Virou modinha. A realidade “nua e crua” vive um verdadeiro embate contra o impacto da propagação de informações deliberadamente mentirosas na internet, em especial, nas redes sociais. E, pelo andar da carruagem, está crescendo de forma acelerada sem conhecer os limites da tolerância.

A essa altura do campeonato, onde fofocas e assuntos infundados são mais buscados que a própria notícia verdadeira, onde a indisposição em checar as fontes se tornou um simples “deixa pra lá”, o que tem de gente por aí sentindo falta das vizinhas, que antigamente sentavam nas portas de suas casas para dar conta da vida dos outros (fofocar), não está no gibi.

 A brincadeira que de inocente não tem nada, está indo longe demais, já perdeu a graça e virou caso de polícia.

De onde os propagadores de “Fake News” (notícias falsas) vêm, “respeitar” pra quê? Se o bom é “tirar onda com a galera? Ainda que isso custe um emprego, um relacionamento, uma reputação e, em casos mais graves, uma vida.

Iiiiiiiiiiiiiiiit’s time!

Imagina um ringue onde o combate seria entre Jon Jones e Vitor Belfort, difícil, não é? Assim tem sido a luta das polícias do Brasil inteiro para tentar exterminar esse bicho de tentáculo dono de uma força incomensurável capaz de deturpar uma sociedade inteira.

Combater a produção do “Fake News”, a “praga do século XXI”, se tornou uma missão difícil, mas não impossível, mesmo que em um país onde o avanço tecnológico cresce na mesma proporção em os que brasileiros retrocedem eticamente.

Segundo estudiosos, investir em um sistema educacional mais eficiente pode representar uma saída.

Checar se aquela informação é de procedência duvidosa ou não, além de acessar apenas sites confiáveis, representa o primeiro passo para o sucesso, e nada mais é que obrigação de uma sociedade comprometida com a verdade.

Mas há também aquelas “Fake News”, que, de maneira descabida, “roubam” fotos de usuários de redes sociais, para criar perfis falsos a fim de compartilhar conteúdos difamatórios da própria vítima ou de terceiros, e, ao que tudo indica, essa prática criminosa deve se tornar bem mais frequente nos próximos meses em razão da proximidade do período eleitoral.

Embora comum, em Canaã dos Carajás, segundo o delegado de Polícia Civil, Thiago Carneiro, nenhuma denúncia envolvendo a produção de “Fake News” foi realizada até o momento. “Esse é um assunto um pouco mais complexo, no meu plantão, ainda não chegaram denúncias envolvendo o assunto. Ter como identificar os autores desse crime, tem. Hoje existe a Divisão de Repressão a Crimes Tecnológicos, sediada em Belém, e  nós sempre pedimos apoio dessa especializada para nos dar algum tipo de informação, mas até o momento, em Canaã dos Carajás nenhuma denúncia foi oficializada”.


Foto: Delegado Thiago Carneiro

Agora é crime

Abastecer o mercado das notícias falsas reafirma a necessidade da apuração jornalística e se torna um verdadeiro demolidor de reputações.

Mas agora é lei, a propagação de conteúdos falsos pela internet ou redes sociais pode ser tipificada como crimes contra a honra, tal como, calúnia, injúria e difamação e pode resultar em até 2 anos de prisão. “O tempo de prisão vai depender muito do que foi falado: Injúria, por exemplo, a pena é de 6 meses, difamação, 1 ano, calúnia, a pena pode chegar até dois anos de prisão. Tudo vai depender muito da conduta do praticante”, concluiu o delegado. 
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