18/02/2022 às 19h29min - Atualizada em 18/02/2022 às 19h29min

Cresce desemprego entre quem tem mais de 50 anos no Pará

De acordo com a pesquisa do Dieese, a alta é de 7,28% nessa faixa etária. Estado é o líder da lista dos que fazem parte da região norte do Brasil.

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Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese/PA) apontou aumento na taxa de desemprego para pessoas com mais de 50 anos de idade no Estado, com uma alta de 7,28% de desempregados nessa faixa etária.

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De acordo com o Dieese/PA, de janeiro a dezembro de 2021, foram realizadas mais de 22.257 mil contratações em postos de trabalhos formais. Porém, 23.878 mil pessoas foram demitidas, gerando um saldo negativo de 1.621 de carteiras de trabalho inativas.

Em relação ao gênero, no comparativo entre admitidos e desligados, a maior perda de postos de trabalhos foi de mulheres, com um saldo negativo de 1.093 demissões, ou seja, 67,4% do total. Já entre os homens, foram 528 dispensas, 32,6% do dado integral.

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Quanto aos setores que mais perderam profissionais acima dos 50 anos, estão os de serviços (-1.440); da indústria em geral (-516); comércio (-243) e agropecuária (-36 postos de trabalhos). No período analisado, apenas o setor da construção apresentou saldo positivo com a geração de 614 novos empregos.

FATORES

Segundo a consultora em gestão de pessoas, Ana Alice de Mello, o preconceito contra os mais velhos no mercado de trabalho pode começar antes dos 50. Ela defende a ideia de que os trabalhadores nesta faixa etária são mais experientes, comprometidos e possuem conhecimento diferenciado. Mas chama a atenção para o avanço tecnológico, uma das principais dificuldades para esses trabalhadores. “O mais importante é acompanhar as mudanças no mundo e no mercado. Se não houver esse interesse, infelizmente a tendência é ficar para trás, ou parar na informalidade”.

A Infojobs realizou um levantamento envolvendo 4,5 mil pessoas para identificar as dificuldades deste público. Para 61% dos participantes, encontrar empresas que contratem pessoas mais velhas é o principal desafio. Já para 78%, o mercado de trabalho é desigual e não oferece as mesmas oportunidades. E o preconceito etário nos processos seletivos foi citado por 70,4% dos entrevistados. “As instituições só têm a ganhar com essas contratações, seja na mão de obra qualificada, ou até mesmo no conhecimento. Costumo dizer que, em uma relação de mentoria entre o mais velho e o mais jovem, por exemplo, gera uma troca de conhecimento impagável para ambos os trabalhadores”, pontuou.

COMO RECONQUISTAR UMA VAGA

A consultora em gestão de pessoas, Ana Alice de Mello, separou algumas dicas que podem ajudar na busca de um novo emprego e na inserção ao mercado de trabalho formal.

Networking - Construir uma rede de contatos profissionais é uma das principais e fundamentais saídas para encontrar, ou até mesmo se manter no mercado de trabalho;

Currículo - Evidenciar as experiências e habilidades chamam a atenção dos avaliadores;

Tecnologia - É necessário se mostrar inteirado nas tendências tecnológicas, pois estas têm se tornado uma das principais ferramentas no mercado;

Conhecimentos - A busca por novos saberes é importante para o desenvolvimento na vida pessoal e profissional. Então é importante realizar cursos e se capacitar ainda mais.

Região Norte

Na região norte do país, o Pará liderou o ranking dos estados que mais demitiram trabalhadores com mais de 50 anos. Os números computados são:

1. Pará (-1.621);

2. Amazonas (-1.135);

3. Rondônia (-818);

4. Roraima (-347); 

5. Tocantins (-193);

6. Amapá (-83);

7. Acre (-77).


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