13/02/2022 às 13h19min - Atualizada em 13/02/2022 às 13h19min

Pará terá maior aumento do PIB em 2022

O Estado se destaca pela valorização de commodities, investimentos em infraestrutura e agronegócio, devendo crescer cerca de 3,1% este ano

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Estudo realizado por uma das mais respeitadas empresas especializadas em soluções em economia e finanças, a Tendências Consultoria, mostra que o Pará deve apresentar este ano um crescimento econômico superior aos demais estados brasileiros graças a fatores como a valorização das commodities, investimentos em infraestrutura e os bons resultados do agronegócio. De acordo com a consultoria, o Pará lidera a fila, com um aumento projetado de cerca de 3,1% do PIB, maior do que o registrado em 2021, quando chegou a 2,5%, e bem superior ao crescimento esperado para o Brasil, que é de 0,5%.

A Tendências Consultoria tem entre seus sócios o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Gustavo Loyola e o ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, entre outros economistas de peso no cenário nacional. O levantamento foi realizado com base nos dados do IBGE e publicado pelo site Exame Invest, com matéria de capa com o título “Nem tudo está perdido: os estados na trilha do crescimento em 2022”.

De acordo com a matéria, “enquanto a maioria das unidades da federação deverá apresentar um crescimento econômico pífio este ano – ou até encolher -, alguns estados deverão trilhar o caminho oposto”. A maior expansão, segundo o site, está prevista para a região Norte. “A produção de commodities, seja de minério de ferro ou alimentos, deve aumentar na região este ano”, diz a economista Camila Saito, sócia da Tendências. “A indústria metalúrgica também vem crescendo, especialmente no Pará”, completa a especialista.

O Estado tem registrado recordes na geração de novas vagas formais de empregos nos últimos anos. Foi o que mais abriu postos de trabalho no ano passado na Região Norte, com 76 mil novas vagas formais em 11 meses, segundo os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

RANKING DOS ESTADOS

 REPRODUÇÃO


PLANEJAMENTO

O governador Helder Barbalho ressaltou, no discurso da cerimônia de abertura da 4ª Sessão Legslativa da Alepa, que o Pará conquistou a 4ª posição nacional no indicador de sucesso no planejamento orçamentário. Ainda segundo o governador, pelo terceiro ano consecutivo o Estado apresentou resultado primário acima da meta fiscal fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

“Em 2021, o desempenho do Estado foi de R$ 3 bilhões, sendo 12% de receita líquida a mais que em 2020”, disse Helder na sessão de abertura.

O governador também destacou que o Pará investe mais de R$ 2,3 bilhões em obras e serviços nas áreas de saneamento básico; pavimentação, recuperação e drenagem de vias urbanas; habitação; construção de espaços públicos de lazer e turismo e conservação e construção de prédios públicos. São mais de 171 obras em todas as regiões que geram o impacto positivo na geração de 12 mil vagas de trabalho.

“O Pará se destaca no sexto lugar entre os estados que mais investem no modal rodoviário e o segundo que mais investe no modal hidroviário. Em 2021, foram entregues oito terminais hidroviários em todas as regiões”, destacou Helder Barbalho.

A matéria publicada pela Exame aposta na expansão da construção civil em todo país e destaca as obras na região Norte como as reformas no aeroporto de Belém, no Pará, para recuperação do asfalto das pistas de pouso e decolagem, além do alargamento das faixas, que demandaram investimentos de quase 80 bilhões de reais. Destaca ainda a pavimentação dos últimos 52 quilômetros que faltavam da BR-163, no Pará.

Para este ano, informa a matéria publicada na semana passada, estão previstos os leilões dos terminais aeroportuários de Belém e Macapá, no Amapá, do chamado Bloco Norte, com aportes ao redor de 875 milhões de reais e outorga mínima de 57 milhões de reais, segundo o Ministério da Infraestrutura. “Seria ainda mais representativo se o Norte tivesse uma força maior no PIB do Brasil”, ressalta a economista e sócia da Tendências Consultoria, Camila Saito.

Estado se destaca ainda por solidez fiscal

Outro destaque na previsão feita pela Tendências Consultoria é a necessidade de manter as contas públicas em ordem como condição essencial para o desenvolvimento. Prova disso é o fato de o Estado do Pará ter despontado em 2021 em 3º lugar no pilar Solidez Fiscal, índice de relevo entre os 10 pilares temáticos avaliados no relatório Ranking de Competitividade dos Estados, considerada uma das principais ferramentas de avaliação da gestão pública no país.

O relatório é organizado desde 2011 pelo Centro de Liderança Pública (CLP), organização suprapartidária que atua há 12 anos em busca de mais eficiência no uso de recursos públicos por parte dos entes federados.

A solidez fiscal é condição fundamental para o crescimento sustentado de longo prazo de um país, estados ou municípios. Se as receitas governamentais ficam continuamente abaixo das suas despesas, o governo incorre em resultados fiscais negativos, ou os chamados déficits, e por consequência há um aumento de seu endividamento e diminuição da capacidade para investir na ampliação e manutenção dos serviços públicos. As despesas que mais pesam nas contas públicas são com Previdência e com pessoal.

No Ranking de Competitividade dos Estados, que analisa o desempenho das unidades da federação a partir de 69 indicadores – distribuídos nos dez pilares e formulados com números e dados extraídos de órgãos e fontes oficiais –, o Governo do Pará também conquistou a 6ª posição no pilar Potencial de Mercado, que avalia o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB), a dinâmica de crescimento do PIB nos últimos quatro anos e o crescimento potencial da força de trabalho nos próximos dez anos, o Estado conquistou três posições em relação a 2020. Entre os indicadores, o diferencial do Pará está na Taxa de Crescimento, com a conquista de 6 posições, situando-se agora em 5º lugar geral nesse indicador.

As projeções feitas pela Tendências Consultoria colocam o PIB do Pará em primeiro lugar, com 3,1%. Ao mesmo tempo, preveem que 18 das 27 unidades da federação devem ter crescimento do Produto Interno Bruto superior ao do Brasil em 2022. Ficam de fora dessa faixa de crescimento e apresentam piores desempenhos aqueles que atualmente exercem maior peso na economia brasileira, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal, que devem apresentar PIB inferior ao da média nacional.


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