19/03/2020 às 14h01min - Atualizada em 19/03/2020 às 14h01min

​Bolsonaro é alvo de protestos em 22 capitais; governo permitirá corte de salário e de jornada

- Jornal In Foco
G1
Os principais jornais do país mostram que governo anunciou novo pacote de medidas para conter os efeitos econômicos do coronavírus no país, enquanto os brasileiros fizeram panelaços em várias cidades do país contra a gestão Jair Bolsonaro.
 
O Globo lembra que uma mesa formada pelo presidente e por oito ministros do governo durante reunião ministerial que aconteceu nesta quarta-feira (18) simbolizou a entrada do governo como um todo no combate ao coronavírus.
 
Na avaliação do matutino carioca, o presidente mudou o tom de seu discurso em relação à doença e fez acenos por um diálogo melhor com o Congresso.
 
Um dos motivos para a mudança na postura de Bolsonaro, segundo O Globo, foi a confirmação de que os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Bento Albuquerque (Minas e Energia) estão com o coronavírus.
 
Além disso, O Globo recorda que várias capitais fizeram três panelaços ontem contra o governo e demonstraram o aprofundamento do desgaste da imagem de Bolsonaro. Cidades como Niterói (RJ), Brasília (DF), São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia (GO) e Curitiba (PR) registraram panelaços contra o governo.
 
Novos panelaços contra Bolsonaro

 

Um panelaço a favor do governo, convocado pelo próprio presidente, tentou contrapor as manifestações contrárias, mas teve muito menor força. "Bolsonaro reage com novo pacote, mas é recebido com panelaços", destaca a manchete do Globo.
 
Microempreendedores

Em sua reportagem principal, O Estado de S.Paulo indica que os protestos contra o governo aconteceram em 22 capitais e detalha o pacote anunciado durante a reunião ministerial para tentar conter os impactos do coronavírus na economia.
 
Segundo o matutino, depois de ficarem de fora do primeiro pacote de medidas, os informais serão contemplados com uma ajuda de R$ 200 mensais, por três meses, durante a crise. O auxílio deve alcançar 20 milhões de brasileiros e não poderá ser acumulado com outros benefícios, como o Bolsa Família.
 
O valor também será pago a microempreendedores individuais que se enquadram nas famílias de baixa renda. Outra medida anunciada foi o aumento do prazo para que empresas aéreas possam devolver aos passageiros os valores pagos em viagens que foram canceladas por causa do avanço do coronavírus.
 
Em outra medida anunciada, o governo vai permitir que as empresas reduzam em até 50% a jornada de trabalho e o salário dos empregados como uma forma de evitar demissões em massa durante a crise.
 
Uma medida provisória será assinada e enviada ao Congresso para permitir que, durante a crise, trabalhador e empregador possam fazer acordos individuais para reduzir o custo do trabalho. "Governo permitirá que empresas cortem salários e jornada à metade", informa a manchete do Estadão.
 
Corte de salário

A Folha de S.Paulo dá ênfase à decisão do governo de autorizar que empresas cortem o salário e a jornada de trabalho pela metade. O governo acredita que a medida, que vai durar enquanto estiver em vigor o estado de calamidade, vai preservar empregos.
 
“É preciso oferecer instrumentos para empresas e empregados superarem esse período de turbulência", disse o secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo. Segundo as regras, a empresa deve continuar pagando pelo menos o salário mínimo e não poderá ser reduzido o salário hora do trabalhador.
 
 A equipe não descarta adotar medidas mais profundas, como a possibilidade de permitir a suspensão do contrato de trabalho e o acesso desses trabalhadores ao seguro-desemprego. "Governo vai permitir corte de salário e jornada pela metade", sublinha a manchete da Folha.
 
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