03/07/2017 às 21h21min - Atualizada em 03/07/2017 às 21h21min

Servidora pública com aneurisma cerebral morre à espera de um leito no Hospital Regional

Sílvia Lopes - Jornal In Foco
Alzinete Silva de Sousa, de quarenta anos, faleceu no ultimo dia 28. A servidora pública, lutava contra um aneurisma cerebral, o morreu quando esperava por uma vaga no Hospital Regional de Redenção.
 
Alzinete trabalhava como merendeira substituta no período noturno nas  escolas de educação Infantil Randal Júnior e Ruy Barbosa, e há cerca de duas semanas passou a sofrer com  fortes dores de cabeça, um dos principais sintomas da doença. Ella ainda chegou a ficar  internada no hospital municipal Iraci Machado de Araújo, enquanto aguardava um leito no HR.
 
Amigos de profissão se mobilizaram, promovendo festas e coletando dinheiro entre si afim de  arrecadar fundos para que a merendeira realizasse uma tomografia computadorizada, que custava aproximadamente mil reais, mas não foi necessário, já que alguns dias após a internação, Alzinete teve uma convulsão e precisou ser levada às pressas para Belém, mas já chegou sem vida na capital paraense.
 
A funcionária pública, deixa um casal de filhos. Sua morte causou comoção nas redes socais e o descaso com sua saúde gerou revolta entre familiares e amigos.
 
Uma pessoa próxima à Alzinete, procurou a reportagem, com medo de represálias, preferiu manter sua identidade em sigilo, mas relatou, revoltada, o descaso com a saúde pública. “Minha amiga morreu esperando um leito no hospital regional, ela passou uma semana indo trabalhar com dor de cabeça, mas teve um dia que ela não aguentou mais, o prefeito sequer ajudou ela a fazer um exame, tivemos que fazer “vaquinha” para ajuda-la. E como se não bastasse, só resolveram dar atenção pra a situação dela depois que ela já estava quase sem vida, isso é um absurdo, nós trabalhamos, pagamos nosso impostos, para quando mais precisarmos da saúde pública, a pessoa fica a mercê de um leito”, desabafou.
 
 
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