29/06/2017 às 10h55min - Atualizada em 29/06/2017 às 10h55min

Vale apresenta programa de monitoramento na Agência Canaã

A mineradora reuniu setores da sociedade para mostrar análises socioeconômicas do município

Kleysykennyson Carneiro - Jornal In Foco
A Agência Canaã recebeu na tarde desta quarta-feira, 28, membros da sociedade canaense e alguns representantes da mineradora Vale para a apresentação do 7º relatório de monitoramento dos indicadores socioeconômicos de Canaã dos Carajás. Fábio Queiroga, do setor de desenvolvimento da mineradora, foi quem conduziu a palestra, junto com Inez, representante de uma terceirizada contratada pela Vale. O evento contou com a presença de algumas autoridades locais, como os vereadores Wilson Leite e Gesiel Ribeiro, além de Graça Reis diretora da Agência Canaã.
 
Conforme falou Fábio Queiroga, o objetivo do estudo é atender aos compromissos estabelecidos pelo IBAMA, divulgar o conhecimento adquirido sobre o território e ainda servir como um “farol” para programas internos e tomada de decisões. “O IBAMA pede que a gente faça a análise de pelo menos 45 indicadores, nós analisamos mais de 90. Esse relatório é o último da fase de implantação do Projeto S11D” disse ele.
 
O período de análise desta fase do programa compreende o 2º semestre de 2016 e trouxe alguns demonstrativos, entre eles, a expansão urbana, a violência na cidade e a saúde pública. Um dos dados do programa trouxe um alerta quanto às ocupações irregulares do solo. Segundo o relatório, algumas Áreas de Preservação Ambiental (APP) estão sendo afetadas pela expansão da mancha urbana, inclusive algumas nascentes locais estão sendo soterradas pela ação humana. O tema gerou bastante debate na sessão e alguns presentes concluíram que a especulação imobiliária tem efeito direto nesse fenômeno.
 
O estudo mostrou também que a cidade teve um crescimento, em área urbana, de 14,84 km², em 2010, para 33,51 km², em 2016. Outro indicador do estudo mostrou que a população canaense está ficando mais velha, o que indica avanços no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e que houve uma mudança no perfil das causas de morte na cidade. Quanto à criminalidade, os dados não ficaram tão claros, segundo Fábio, devido às lacunas nas informações, o que prejudica o processo de análise.
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