22/06/2017 às 00h28min - Atualizada em 22/06/2017 às 00h28min

Novas reviravoltas no caso do falso sequestro: a família do pai da criança afirma que ela esteve grávida até o 9º mês de gestação

O Jornal In Foco conversou com parentes do pai da criança e eles afirmaram: “Ele não sabia de nada”

Kleysykennyson Carneiro - Jornal In Foco
Novas reviravoltas no caso do falso sequestro: a família do pai da criança afirma que ela esteve grávida até o 9º mês de gestação
 
O Jornal In Foco conversou com parentes do pai da criança e eles afirmaram: “Ele não sabia de nada”
 
O caso do falso sequestro de uma recém-nascida ganhou contornos dramáticos na tarde desta quarta-feira, 21. A equipe da Polícia Civil, por investigação, descobriu que tudo não passava de uma trama sórdida orquestrada por Jayenes Raissa e que, na verdade, ela havia feito um aborto. A acusada confessou o crime após informações desencontradas no seu depoimento. Segundo Jayenes, a criança teria sido abortada aos 6 meses com a ajuda do marido e de uma parteira. Informações da família do marido, no entanto, dão conta de que o homem não sabia dos planos da mulher e que ela esteve grávida até o 9º mês, aumentando os rumores de um possível crime de infanticídio.
 
 


 
Nesta foto publicada em seu perfil pessoal na internet, Jayenes exibe uma barriga de gravidez que, segundo a mesma, é do último mês de gestação. Parentes da família do pai da criança procuraram a reportagem e afirmaram estar desesperados com a situação e querendo saber do paradeiro da criança, pois segundo eles, o contato foi mantido até os últimos dias.
 

 
Aqui, nessa conversa, com familiares do pai da criança, a acusada afirma que está indo embora para o estado do Maranhão com a mãe. A parente do pai mostra, aparentemente, preocupação e desejo que ela regresse para Tucuruí, cidade da família.
 

 
Já aqui nessa conversa, Jayenes já diz que a criança era do sexo masculino, o que confunde ainda mais os parentes do pai do bebê.
 
A família disse à reportagem do Jornal In Foco que o homem não esteve envolvido com o aborto, como ela contou em depoimento, e que eles nem sequer eram casados. Ainda segundo a família, todos aguardavam ansiosos pela chegada a da criança a Tucuruí. “Não tem como ela ter abortado há 3 meses. Ou ela teve a criança e a matou ou então ela deu” disse uma familiar, que preferiu não ser identificada. “Nós queremos saber do paradeiro da criança, afinal era nosso sangue” afirmou. “Estamos todos sem notícias e angustiados”. A irmã do homem disse à reportagem que ele trabalha como pescador e que a última vez que se viram foi há 1 mês. “Ela saiu grávida! Todas nós vimos. Ele não sabia de nenhuma intenção de aborto, pois ele comprou roupa para a criança e íamos fazer o chá dela, mas ela não quis e foi embora de repente” disse a irmã.
 

 
Aqui, a acusada já se refere à criança como se fosse uma menina e conta de um acidente que ela sofreu.
 
Depoimento de Jayenes na tarde de quarta-feira
 
Depois de desmascarada, a acusada falou com a imprensa: “Eu provoquei o aborto. Quando engravidei, a gravidez não era desejada. Tomei remédio para perder, como todo mundo sabe, e fui à uma parteira. Lá, ela me machucou e quando cheguei em casa à noite, veio o sangramento”. Segundo ela, tudo aconteceu com o seu consentimento e do seu marido, que o aborto foi feito na cidade de Tucuruí e que era a 1ª vez que fazia isso. “Eu tenho que pagar pelo que eu fiz. Estou aqui para pagar. Foi uma mentira? Foi! Mas quem não erra, não é? Fiz isso por loucura e por impulso.”
 
Segundo Jayenes, ela tem mais 3 filhos e mostrou total frieza quando questionada sobre o que seria deles agora: “Pois é, né? Estou arrependidíssima”
 
“Às pessoas que me ajudaram, quero pedir desculpas, em primeiro lugar e agradecer a todos. Eu estou muito arrependida disso. Foi uma loucura de amor.”
 
Delegado Bruno falou também à reportagem
 
“Pelo desencontro de informações, suspeitamos de um crime falso e isso gerou um transtorno pelo trabalho perdido pela polícia. Com a ajuda da Polícia Civil de Curionópolis, verificamos que nenhum parto foi feito no hospital municipal da cidade. Então, após a investigação e sem ter para onde correr, ela acabou confessando. Agora ela vai responder por falsa comunicação de crime e pelo consentimento do aborto, no entanto a legislação frágil nesse sentido e, por não haver flagrante, ela não ficará detida” disse o delegado.
 
Delegado Bruno contou ainda que tudo foi um grande invenção e que ela continuou mantendo a história para os parentes. O policial classificou ainda a ação como um ato de crueldade extrema.
 
A reportagem do Jornal In Foco continuará acompanhando o caso.
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