26/04/2018 às 10h31min - Atualizada em 26/04/2018 às 10h31min

Dado elogia atuação no 2º tempo, mas segura empolgação por título: "Está em aberto"

Técnico do Paysandu analisa atuação na vitória sobre o Atlético-ES, revela que situação de Fábio Matos "está com a diretoria" e confirma proximidade com o atacante Dionathã, do Grêmio

GloboEsporte.com, de Belém (PA) - Jornal In Foco
g1.globo.com
Dado Cavalcanti avaliou vitória do Paysandu em Cariacica (Foto: Richard Pinheiro)
Paysandu deu um passo importante rumo ao bicampeonato da Copa Verde. A vitória por 2 a 0 na noite deste quarta-feira, em Cariacica, no interior do Espírito Santo, deixa os bicolores em situação confortável para decidir o título próximo de sua torcida, no dia 16 de maio. Apesar do bom resultado conquistado, a construção do placar não foi tão fácil. Depois de um primeiro tempo equilibrado e até certo ponto sonolento, o Papão garantiu a vitória no faro de seu artilheiro, Cassiano, já na etapa complementar. Dado Cavalcanti analisou a atuação de seus comandados.
 
– Foi um primeiro tempo muito burocrático. A nossa equipe estava um pouco preguiçosa em campo, com ações mais lentas tanto de retomada da posse da bola, como de saída para o jogo mesmo, de construção de jogadas. No segundo tempo acho que a equipe se posicionou como uma equipe que quer decidir campeonato, que quer ganhar o título. Tivemos o momento de engatilhar as pressões ofensivas. Conseguimos, numa situação como essa, fazer Cassiano abrir o placar. Isso nos deu a tranquilidade de, a partir desse momento, jogar e fazer a bola andar, circular a bola com paciência, que é o perfil da nossa equipe. O segundo gol veio por uma consequência. O time já era melhor, vinha dominando o jogo e muito consciente das ações. Conseguimos ter a tranquilidade de levar uma boa vantagem para o jogo da volta – ponderou o treinador.


Paysandu foi superior no segunto tempo do jogo (Foto: José Renato Campos/GloboEsporte.com)

Apesar da disparidade técnica e financeira dos finalistas da atual edição da Copa Verde, o Paysandu demorou para encontrar seu jogo no Estádio Kleber Andrade. O comandante bicolor deu méritos ao adversário capixaba e frisou: o título ainda está em aberto.
 
– Nós vencemos um adversário que ainda não havia perdido no campeonato e chegou na final com méritos, com qualidade e consistência acima de tudo. O primeiro tempo foi igual, acho que a nossa equipe estava muito precipitada. O time do Atlético-ES se posiciona bem defensivamente, marca muito bem. Tivemos dificuldades para entrar na defesa deles no primeiro tempo. Então, o fato de termos conseguido o placar talvez nos traga a tranquilidade de saber que no jogo da volta eles irão precisar buscar mais o jogo e, obviamente, irão abrir um pouco mais de espaço. É sim uma vitória significativa. É um passo, mas a disputa ainda está em aberto. Tem o jogo da volta e precisamos do mesmo equilíbrio e da força que tivemos, principalmente no segundo tempo, para sacramentar o título – ressaltou Dado Cavalcanti.
 
O placar deixa o Papão em situação confortável para o jogo de volta da final, que acontecerá apenas daqui há três semanas, no dia 16 de maio, no Mangueirão. O Alviceleste pode perder até por 1 a 0 que garante o bicampeonato. Antes disso o Paysandu tem compromissos pela Série B. O primeiro deles será neste sábado, a partir das 16h, contra o Brasil de Pelotas. A partida será na Curuzu.
 
Leia outros trechos da coletiva de Dado Cavalcanti
Manutenção do sistema 3-4-3
“Pois é, os jogadores se sentiram à vontade (com o esquema tático). É preciso ter a sensibilidade de entender um pouco a cabeça dos atletas. Nós fizemos isso duas vezes no estadual, nos dois jogos contra o Bragantino. Ficou muito mais claro no segundo, pelo volume de jogo que a gente teve em campo. Nesses dois jogos da Série B repetimos a formação. Os três homens de trás acabam tendo um pouco mais de segurança, os alas têm mais liberdade de chegar à frente, e eu tenho uma velocidade de chegada muito forte com três atacantes. Então, o time ficou equilibrado, não ficou tão dependente de um ou outro jogador. A gente acaba tendo a aproximação dos atletas na circulação de bolas e a chegada à frente acaba acontecendo com quatro ou cinco jogadores dentro da área, o que também trás muita força ofensiva”
 
Início promissor na Série B
“Tem muita água ainda para passar debaixo da ponte nessa Série B, demos um passo importante para a conquista da Copa Verde, porém o que nos trouxe até aqui foi justamente a humildade, a entrega dos atletas. Os homens de frente contribuem defensivamente, os homens de trás também contribuem ofensivamente fazendo a construção de jogadas. O nosso time é de operários. Esperamos, lógico, o apoio do nosso torcedor. Teremos um jogo importantíssimo no sábado pela Série B, contra um adversário muito difícil. Podemos ter a chance de somar nove pontos, independente da classificação, pois não é a hora para pensar nisso, apenas nas últimas rodadas. Mas o fato de ter a possibilidade de somar nove pontos em nove disputados é um feito grande. Essa é a nossa busca, com a mesma humildade e pés no chão. Vamos lotar a Curuzu sábado, para nos incentivar, porque teremos um jogo dificílimo pela frente”.
 
Possível saída de Fábio Matos e contração de Dionathã, do Grêmio
“A situação do Fabinho está entregue à direção. A direção que irá se pronunciar sobre o futuro do Fabinho. O Dionathã deve chegar, está bem encaminhado. É mais uma opção que eu ganho de força e velocidade no lado do campo. Quanto mais opções, melhor para o Paysandu”.
 
Chegada de Thomaz
“O Thomaz é um jogador que atua mais próximo da área, não é tanto de circulação, não é tanto de construção de jogo nos pés dos volantes. É um jogador de último terço, de jogar entre as linhas adversárias. Um cara que tem um bom controle de jogo e que pode, com assistências, achar o último passe para os nossos atacantes e pode contribuir muito nesse sentido”.
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