13/07/2022 às 16h36min - Atualizada em 13/07/2022 às 16h36min

Morcego com vírus da raiva é encontrado no bairro da Marambaia, em Belém

Nota técnica aponta que confirmação veio do Instituto Evandro Chagas no dia 5 de julho. Saiba o que fazer ao encontrar morcegos, que caso infectados podem transmitir a doença.

g1 Pará

Uma nota de alerta da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) de Belém notifica caso de morcego com vírus da raiva encontrado em uma casa no município.

Segundo o documento, que o g1 obteve acesso, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) informava, ainda na segunda-feira (11), a detecção do vírus da raiva em um morcego, que estava dentro de uma casa no bairro da Marambaia. O bairro é um dos mais populosos da capital.

A infecção foi atestada por laudo do Instituto Evandro Chagas, datado do dia 5 de julho. A nota técnica é do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).
 

Ao g1o Instituto Evandro Chagas (IEC) confirmou em nota o diagnóstico no morcego frugívoro (que se alimenta de frutos) e que o resultado foi encaminhado à prefeitura via Sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL).

"O Laboratório supra citado é Referência Macrorregional na Região Norte para o diagnóstico deste agravo. Portanto, quaisquer amostras suspeitas, de humanos e animais, advindas desta região são rotineiramente analisadas", diz a nota do IEC.

 

O que fazer ao encontrar morcegos?

 

A orientação da Sesma, no documento, é que, ao encontrar morcego morto ou com sinais de desorientação durante o dia, é ligar imediatamente para o CCZ, que deve realizar a captura. Os números são (91) 3344-23563344-2357 e 3344-2368.

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Providências

 

Segundo a nota, deve ser instaurado controle de foco a partir do ponto de coleta do morcego, conforme orientado pelo Ministério da Saúde, em raio de 1KM, por dez dias.

Além disso, foi recomendado:

 

  • vacinação antirrábica em cães e gatos na área;
  • garantia de assistência e realização do esquema profilático de raiva nas unidades de saúde para pessoas que tenham contato com mamíferos (cães, gatos e morcegos);
  • limpeza de ferimento com água e sabão, em caso de provável exposição ao vírus a partir de algum animal;
  • educação em saúde com entrega de material educativo;
  • captura de morcegos no período noturno para pesquisa de vírus da raiva.

 

Infecção

 

Os morcegos hematófagos são contaminados com o vírus da raiva ao morder ou lamber um animal infectado. Os não hematófagos – que são mais comuns no ambiente urbano – podem ser infectados ao compartilharem o mesmo abrigo com os morcegos hematófagos portadores do vírus da raiva ou mesmo ao disputarem território com esses morcegos.

Os morcegos não hematófagos infectados podem transmitir acidentalmente a doença à espécie humana e a outros animais quando encontrados vivos, mortos ou prostrados.

A transmissão do vírus do morcego para outro animal ocorre pela saliva de um animal contaminado a outro — não necessariamente pela mordedura. Um simples arranhão de um morcego contaminado é considerado grave, pois eles têm hábito de se lamberem.

Morcegos caídos no chão podem ser alvo da curiosidade de animais domésticos. Por isso, é essencial que os tutores de cães ou gatos mantenham atualizada a carteira vacinal do seu pet. A vacina contra raiva é oferecida na rede privada e deve ser feita uma vez por ano.

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