15/01/2018 às 15h25min - Atualizada em 15/01/2018 às 15h25min

Ossada encontrada na Vila Nova Jerusalém, zona rural de Canaã, pode ser de adolescente que sumiu em dezembro

Jovens confessaram a autoria do crime. Exames de DNA devem confirmar identidade da vítima

- Jornal In Foco
Fotos: Polícia Civil
A Polícia Civil encontrou no último sábado (13) na Vila Nova Jerusalém, zona rural de Canaã, uma ossada que pode ser do adolescente que estava desaparecido desde dezembro no município. Para chegar ao local do crime, a Polícia contou com a confissão dos autores do assassinato: três adolescentes, com idades entre 15 e 17 anos, assumiram a culpa e indicaram o local da desova.

O jovem havia desaparecido no último dia 03 de dezembro. De acordo com o relato dos assassinos, o crime foi motivado por uma rixa entre eles e a vítima já havia os ameaçado de morte algumas vezes. Os três, então, mataram o jovem e esconderam o seu corpo por mais de 40 dias. Somente no último sábado, a confissão foi feita. Os adolescentes procuraram os seus pais e contaram tudo o que havia acontecido. Desesperados, os genitores buscaram o Conselho Tutelar e só depois informaram o crime à Polícia Civil.




 
Após breve varredura na área, o corpo foi encontrado. De acordo com o delegado Thiago Carneiro, uma roupa da vítima foi encontrada próxima à ossada e foi reconhecida pela sua mãe. Junto a isso, a própria confissão dos autores indica que os restos mortais pertencem mesmo ao adolescente que havia sumido: “Nós pedimos a remoção para o IML de Parauapebas. Para confirmar a identidade, será feita a necropsia e o exame de DNA com o material coletado da mãe e da irmã da vítima.”
 
Sobre o ocorrido, o delegado explicou: “Coletamos as informações, solicitamos apoio ao Corpo de Bombeiros e nos deslocamos até a Nova Jerusalém. Encontramos lá a ossada e ela provavelmente pertence ao adolescente sumido. Vale ressaltar que esse jovem tinha passagem policial em Parauapebas por roubo e vamos coletar mais informações no decorrer da investigação.”
 
Conforme explicou Thiago Carneiro, um procedimento já foi iniciado para apurar o crime cometido pelos adolescentes: “No tempo hábil, encaminharemos ao judiciário para saber quais medidas socioeducativas eles irão sofrer” explicou.

 
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