25/12/2021 às 13h13min - Atualizada em 25/12/2021 às 13h13min

Vacina contra Covid-19 para crianças: Helder afirma que Pará vai imunizar crianças de 5 a 11 anos

Governador do estado informou que a vacina é segura e que as crianças precisam ser imunizadas.

Dol

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), anunciou na manhã deste sábado que o Pará vai vacinar contra Covid-19 crianças de 5 a 11 anos. Na última quinta, o Ministério da Saúde abriu consulta pública sobre a imunização infantil, gerando reações.

Barbalho informou que a vacina é segura e que as crianças precisam ser imunizadas. O governador não citou se o estado deve exigir prescrição médica para a vacinação.

 

"Confiamos na ciência e vamos seguir respeitando o trabalho da Anvisa e o posicionamento do Conass. Precisamos continuar salvando vidas!", afirmou em rede social.

 

Governador do Pará se posiciona sobre vacinação infantil contra Covid. — Foto: Reprodução / Twitter

Governador do Pará se posiciona sobre vacinação infantil contra Covid. — Foto: Reprodução / Twitter

Governador do Pará se posiciona sobre vacinação infantil contra Covid. — Foto: Reprodução / Twitter

Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que "não há quantidade de mortes de crianças que justifique a adoção de uma ação emergencial de vacinação infantil contra a Covid".

Mas os números de mortes por Covid contrariam a declaração do presidente.

Desde o início da pandemia, a doença causou 2,5 mil mortes de pessoas de 0 a 19 anos, das quais 301 crianças de 5 a 11 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria. Além disso, o coronavírus pode causar em crianças, a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que já teve mais de 1,4 mil casos e 85 mortes notificadas no país.

Para Bolsonaro, há "desconfiança" e uma "interrogação enorme" em relação a supostos efeitos colaterais da aplicação de vacinas contra a Covid em crianças.

"Eu tenho uma filha de 11 anos. É uma vacina nova. Não está havendo morte de crianças que justifique algo emergencial. Tem outros interesses. Entra a desconfiança nisso tudo. Essa desconfiança, essa interrogação enorme que existe aí. Efeitos colaterais existem ou não existem? Quais são? Miocardite, entre outros", declarou.

O presidente deu a declaração durante uma entrevista no Palácio da Alvorada, após encontro com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, durante o qual assinou o acordo de inclusão do estado no Regime de Recuperação Fiscal.

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Embate

 

Desde o sinal verde da Anvisa, o ministro Queiroga afirmou diversas vezes que a autorização da agência não é suficiente para iniciar a vacinação.

Na segunda (20), ele disse que a "pressa é inimiga da perfeição" e que o ministério só teria uma posição sobre o tema em 5 de janeiro. Queiroga também afirmou que só tinha recebido "um documento de três páginas" da agência e ainda esperava documentos com dossiê completo.

A agência rebateu as declarações do ministro, disse que não recebeu pedido formal de pareceres, mas que o envio de dossiê de análise de medicamentos para o Ministério da Saúde "não é requisito legal, ou mesmo praxe". Também divulgou publicamente o parecer técnico completo sobre o tema.


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