21/12/2021 às 22h08min - Atualizada em 21/12/2021 às 22h08min

Mascotes do Remo visitam crianças em tratamento de câncer

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, é referência no tratamento oncológico pediátrico.

Dol
 

A presença do Leão e da Leoa, mascotes do Clube do Remo, garantiram, na tarde da última segunda-feira (20), momentos de alegria durante atividades lúdicas oferecidas às crianças e adolescentes, em tratamento no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém.

A iniciativa, promovida pelo Setor de Humanização do hospital, com apoio da torcida organizada do clube que atua no Bairro do Benguí, em Belém, aconteceu graças ao Programa de Voluntariado da Pró-Saúde, atual gestora da unidade hospitalar que integrada a rede de saúde pública do Governo do Estado.

O Oncológico Infantil desenvolve diversas atividades lúdicas, tais como música, artesanato, pintura, oficina de reciclagem, contação de histórias, visitas de voluntários trajados de super-heróis, dentre outras, que trazem benefícios para os pacientes e familiares.

A humanização é um valor e forte aliado do hospital para o desenvolvimento de atividades que contribuem com a recuperação dos pacientes.

O Oncológico Infantil é uma unidade de referência em oncologia pediátrica na Região Norte do país e, atualmente, atende crianças e adolescentes de zero a 19 anos de municípios do Pará e Amapá. Em média, atende cerca de mil pacientes por mês, entre consultas, atendimentos ambulatoriais, exames e cirurgias.

A torcida organizada “Pavilhão 6 – Benguí Acorrentados” apresentou a proposta ao setor de Humanização do Oncológico Infantil, que avaliou e aprovou a visita. As mascotes foram acompanhadas por integrantes da torcida que interagiram com os pacientes com atividades que garantiram descontração e muitas risadas.

O tamanho das mascotes atraiu os olhares de pacientes que ficaram encantados e, aos poucos, foram interagindo e ficando à vontade. Foi o caso do pequeno Jhonata Gabriel Corrêa, de três anos, que faz tratamento no Oncológico Infantil.

O menino ficou empolgado e se divertiu bastante na companhia de sua mãe, Karoline Corrêa, que respondia às perguntas da criança sobre a presença das mascotes. Já perto do encerramento do evento, no momento da foto com a equipe da torcida organizada, o menino soltou a frase e bom e alto som: “eu achei legal os bichinhos”.

Além das crianças, os adultos também se divertiram. Pedro Geovane Monteiro, de 38 anos, morador de Macapá-AP, que acompanha o filho Pedro Soares Monteiro, de oito anos de idade, em tratamento há um mês no hospital, aprovou a ideia.

“Foi um privilégio participar do evento com o meu time favorito. Foi muito bom interagir com outras pessoas e ver a alegria das crianças. Isso ajuda demais, eles se distraem e saem da rotina tão dramática que enfrentam. Isso nos ajuda a não perdermos a esperança de lutar pela cura”, disse o pai.

Para Jaasai Ribeiro, analista de Humanização do Oncológico Infantil, o trabalho humanizado é fruto do esforço de toda a equipe de profissionais. “Ao longo desses seis anos, o hospital vem desenvolvendo ações e implantando projetos que têm contribuído para a oferta de serviços humanizados na assistência ao paciente”, destacou.

O Hospital Oncológico Infantil possui 79 leitos de enfermaria, 10 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e oferece serviços multiprofissionais, como oncologia pediátrica, cirurgia pediátrica, infectologia, ortopedia, neurocirurgia, nefropediatria, cardiologia, cuidados paliativos, psicologia clínica, serviço social, dentre outros. Possui a certificação ONA 3 Acreditado com Excelência, concedida pela Organização Nacional de Acreditação, entidade sem-fins lucrativos integrada à uma rede mundial que analisa a qualidade dos hospitais.

O selo de qualidade é um dos mais importantes aplicados no Brasil. Na prática, significa que o hospital segue padrões internacionais de qualidade e segurança assistencial dedicados aos pacientes.


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