14/12/2021 às 20h27min - Atualizada em 14/12/2021 às 20h27min

Animais mutilados passam por reabilitação no Parque Zoobotânico Mangal das Garças

O espaço abriga corujas e outras espécies de bichos que precisam se recuperar após traumas.

g1 Pará

Desde 2020, o Parque Zoobotânico Mangal das Garças, em Belém, desenvolve um trabalho de reabilitação com animais silvestres mutilados. A chegada da coruja Olívia abriu as portas para outras espécies que precisam de reabilitação para melhorar a qualidade de vida após traumas e mutilações.
 

Olívia é uma coruja murucututu que habitava o hospital veterinário da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Castanhal, até os cinco anos de idade. Ela foi levada para a UFPA quando adquiriu uma deformidade na pata em função da retirada da árvore em que estava seu ninho.
 

Em 2020, ela passou a viver no Mangal e hoje sua história faz parte das exposições do espaço, principalmente, nas ações de educação ambiental.
 

O biólogo Basílio Guerreiro conta que a ave começou a desenvolver habilidades de voo, após as sessões e a prática de falcoaria.
 

“Devido a toda a misticidade envolvida em torno das corujas, o público começou a se interessar por ela e começamos a fazer exposições diárias, das 17h às 18h. O foco da equipe técnica é passar uma mensagem ambiental, sobre maus tratos, tráfico de animais, desmatamento e impacto nos animais. Com linguagem bem simples, principalmente voltada para as crianças”, pontua Basílio.

 

Companhia

 

Olívia ganhou a companhia de um periquito de asa branca que chegou ao espaço com uma necrose após ter sido amarrado pela perna.

“Foi necessário fazer a amputação, mesmo com todos os cuidados. Hoje ele vive no borboletário, mas se relaciona bem, desenvolve bem. Além dele chegou um maracanã-guaçu, uma espécie de arara que está quase na faixa de risco de extinção. Também estava de posse de uma pessoa e teve um corte nas falanges e as unhas não crescem mais”, explica o biólogo.
 

Outras duas corujas completam o grupo de animais mutilados que vivem no Mangal e passam por reabilitação. “A Cecília chegou aqui com a asa machucada, porque sofreu um choque de cerca elétrica. Foi para o hospital veterinário, mas não deu para salvar a asa. Já a Arya é uma corujinha do mato que tem só uma asa, faz passeios diários pela manhã. Por serem animais noturnos pedimos que as pessoas fiquem em silêncio. Eles têm humor alterado durante o dia, devido ao hábito noturno, e por isso prezamos pela qualidade de vida”, acrescenta Basílio.
 

O Mangal não recebe diretamente os animais por pessoas físicas. O procedimento é feito via Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), via 190, ou Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

O espaço recomenda cuidado antes de se ter contato humano com os animais, principalmente, filhotes de garças e outras aves. Geralmente, eles estão em treinamento pelos pais e as pessoas podem achar que estão em perigo.


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