25/10/2017 às 11h43min - Atualizada em 25/10/2017 às 11h43min

Casos de leishmaniose aumentam em Canaã

A Secretaria Municipal de Saúde diz se tratar de um surto canino

Atila Penha - Jornal In Foco
Desde o início do ano vem surgindo casos de leishmaniose em toda a cidade e nos últimos meses o número está subindo em relação aos casos dos anos anteriores.
 
O coordenador de vigilância e saúde, Douglas Pacheco, informou que na cidade houve 4 casos humanos confirmados sem nenhum óbito.  Porém, cerca de 85 cães estão na fila para serem avaliados com os testes rápidos fornecidos pelo Ministério da Saúde.


 
Caso a doença seja detectada no animal, é feita a coleta de sangue para um segundo teste, que será enviado para Belém, recebendo o resultado em cerca de 30 dias. "O teste rápido tem 90% de acerto, mas pela demora as pessoas preferem doar o animal para a Secretaria de Saúde para que seja feita a eutanásia" explicou Douglas Pacheco.  
 
A leishmaniose ou calazar, como é popularmente conhecida, é uma doença crônica transmitida pelo mosquito palha que pode infectar cães e humanos através de sua picada.
 
A doença é caracterizada por dois tipos, visceral e cutânea. Em humanos seus sintomas são febre prolongada, anemia, indisposição, palidez da pele e ou das mucosas, falta de apetite, perda de peso, inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço. No caso dos cães, aparecem ferimentos no focinho e mucosa, crescimento anormal das unhas, baixo peso e a queda acentuada dos pelos.
 
A Secretaria de Saúde informou que em qualquer caso de suspeita de leishmaniose em humanos ou nos cães, deve-se procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível.
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