18/07/2021 às 17h56min - Atualizada em 18/07/2021 às 17h56min

Visita a museus nas férias é uma bela opção em Belém

A capital paraense oferece muitas opções como o Museu de Arte Sacra, a Casa das Onze Janelas, o Museu do Círio e o Museu do Encontro, no Forte do Presépio

Dol
 

Nem tudo é praia, igarapé e viagem a outros estados. As opções de férias para quem mora na capital paraense existem e estão bem próximo da gente.

Quem ficar em Belém neste mês de julho tem como opção de lazer e cultura um belo passeio por espaços do Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), que já voltaram a funcionar no horário de costume e com novas exposições.

Segundo o diretor do SIMM, da Secretaria de Cultura (Secult), Armando Sobral, os museus são opções importantes em um período no qual as pessoas têm disponibilidade de tempo maior e que, inclusive, nas férias, tem observado um público expressivo dentro destes espaços. “Ir aos museus é uma experiência renovadora, que traz consciência de lugar, de tempo, de momento e que acolhem a sociedade neste momento de incerteza, como na pandemia. É uma experiência reveladora e importante no sentido de descoberta”.

Ainda segundo ele, é uma satisfação retornar às atividades, mas sempre com muita responsabilidade e monitoramento sanitários para que as pessoas possam usufruir com segurança. “A pandemia impactou muito a nossa participação presencial e isso aconteceu em museus do mundo todo. Migramos para as plataformas digitais e realizamos uma série de produtos voltados para as redes sociais, como lives. Entendemos que são ferramentas que vieram para ficar e propiciar o acesso, mas também sentimos falta do diálogo mais presencial e do contato direto do público em nossos acervos”.

Alguns incentivos como o projeto Museu Solidário também têm atraído a participação de visitantes, com a troca de um quilo de alimento não perecível por quatro ingressos, que dão acesso ao Museu de Arte Sacra (MAS), Casa das Onze Janelas (Cojan), Museu do Círio e Museu do Encontro, no Forte do Presépio; além daampliação da gratuidade.

“Antes de 2019, o estudante pagava meia entrada e agora, com a identificação, não paga nada. Crianças até dez anos não pagavam e agora é gratuito até doze anos, e para professores também. Há ainda o incentivo para Pessoas com Deficiência (PCD), no segundo domingo de cada mês. Temos uma sala sensorial na qual eles podem tocar em objetos e ter acesso à história e à cultura”, explicou a diretora do Museu de Arte Sacra (MAS), Dayseane Ferraz.

Na manhã de ontem, um grupo composto por primas e irmãs, que tinha como responsável a professora Albene Both, conheceu o MAS, no bairro da Cidade Velha, em Belém. A professora ressaltou que, como as aulas terminaram e as crianças e os adolescentes estão com muito mais tempo em casa, resolveu criar programações enquanto preferem não ir às praias ou aos shoppings.

“Precisamos de lugares que tenham divertimento, que seja novidade, que não tenha aglomeração e nem o risco de contrair a covid-19, já que nenhuma delas está vacinada e estão precisando sair de casa. Foi então que pensei no museu, fui no site da Secult, fiz a busca sobre o horário de visitação que seria livre, porque como somos muitos ficaria caro pagar, e decidi trazer todos para conhecer”.

APRENDIZADO

Curiosidade de história se misturam em visitação.

Curiosidade de história se misturam em visitação.

Curiosidade de história se misturam em visitação. Irene Almeida

Albene já conhecia o local e diz que sempre é um aprendizado. “Vim algumas vezes com meu marido. Acho muito bonito e sempre vale muito a pena. Para as crianças é um passeio que elas não vão esquecer”, completou.

A filha da Albene, Isabelle Liz, 17 anos, destacou a importância de conhecer um pouco mais da cultura, das raízes históricas e de conhecer mais de perto o que aprendeu no colégio. “É como colocar as aulas de arte em prática, como, por exemplo, em relação à arte barroca. Isso é muito legal. E principalmente para as crianças, que não vão esquecer, ter esse contato com a cultura, com a história do Estadoé muito importante”.

Segundo a diretora Dayseane, a demanda de público para este mês segue intensa. “Há dias em que recebemos mais de 100 visitantes e isso se deve também a políticas de incentivo como o Museu Solidário e a ampliação da gratuidade”, diz ela. “Às terças-feiras, como é gratuito, o fluxo de visitantes aumenta, principalmente em julho”.

No Forte do Presépio, a arquiteta Carolina Gester, 33, acompanhava o filho Joaquim, de 4, e a estagiária Isabella Bernardes, 22. “Já conhecíamos o espaço, já fomos na Casa das Onze Janelas e vamos dar mais uma voltinha na Igreja de Santo Alexandre”, contou a arquiteta. Já o estudante Dener Mendes, 26, aproveitou para levar amigos de fora da cidade. “Resolvi ser um guia, pois eles não conheciam a cidade e esta foi uma boa oportunidade de conhecer, ver a vista, tirar fotos e apresentar o restante dos pontos turísticos”.

Saiba mais

- A partir desta quinta-feira (15), o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas (Cojan) recebe as exposições ‘Entre o vermelho, azul e o lilás’, na sala Valdir Sarubbi e no Laboratório das Artes; e ‘Suaves brutalidades’, com obras do artista Henrique Montagne, na sala Gratuliano Bibas. Estará aberta ao público até 30 de agosto.

Uma novidade da mostra será a disponibilidade de conteúdos complementares sobre as obras, que serão fornecidos via QR Code. A mostra ‘Entre o vermelho, azul e o lilás’ terá 27 obras do acervo da Cojan e inclui peças de artistas como Adir Sodré de Souza, Augusto Herkenhoff, Sérgio Niculitcheff, Paulo Climachuska, Giovanna Martins, Cláudia Leão, entre outros, além de vídeos de Pnk Sabbth, comdireção do Paulo Evander.

- A Galeria Fidanza, no Museu de Arte Sacra (MAS), segue com a mostra “Junho, bendito seja!”, até o dia 30 de julho, das 9h às 17h. A exposição está montada desde 16 de junho e reúne fotografias de artistas convidados, dentre eles And Santos, Cristina Carvalho, Déborah Elena, Deia Lima, Manuel Siqueira, Marcelo Vieira, Michel Pinho, Rafael Aguilera, Rosário Travassos e Wagner Santana; vídeos do acervo do Museu da Imagem e do Som e adereços da coleção doArrastão do Pavulagem.
- O Museu do Estado do Pará está fechado, passando por reforma na reserva técnica, além da reestruturação da coleção de mais de 100 mil peças.

- Já o Memorial da Cabanagem, situado no Entroncamento, foi reformado pelo Governo do Estado.


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