31/08/2017 às 17h03min - Atualizada em 31/08/2017 às 17h03min

Séries paraenses estreiam hoje e depois ganham exibição na TV

Diário do Pará

Três séries contempladas pelo Edital Cultura de Audiovisual serão exibidos ao público pela primeira vez hoje, às 19h, no Teatro Maria Sylvia Nunes, da Estação das Docas. “Eu Moro Aqui”, realizado pela TV Norte Independente, com direção e pesquisa de Fernando Segtowick; “Diários da Floresta”, da Floresta Vídeo; e “As Icamiabas na Cidade Amazônia”, produzida pelo Iluminurias - Estúdio de Animação, com direção de Otoniel Oliveira, criação de Andrei Miralha e Petrônio Medeiros. Entrada franca.

Depois da exibição no cinema, as séries vão para a tela da TV Cultura do Pará. O primeiro a entrar no ar é o filme de Segtowick, dia 11 de setembro, às 20h. A produção aborda a vida de moradores em quatro unidades de conversação no Pará e relação destes com a sustentabilidade e a floresta. Mais de 30 pessoas estiveram envolvidas no documentário, que levou quase dois anos para ficar pronto. 

“A série é um pouco política porque mostra como é a organização social destas comunidades, mostrando o que é esse local e como funciona o corporativismo. O que a gente procura entender é como é morar em um lugar destes? Qual era o compromisso deles com a floresta? E observamos que mesmo morando em lugares afastados, essas pessoas se organizam, se mobilizam e acreditam em diferentes maneiras de preservar os espaços e sobreviver a partir dele”, conta o diretor.

Em outubro será vez dos cinco episódios da série de ficção “Diários da Floresta”, produzido pela produtora Floresta Vídeo, com estreia prevista para o dia 16, também às 20h. Baseada no livro de mesmo nome da antropóloga Betty Mindlin, a produção foi gravada nos municípios de Belém, Breu Branco e Tucuruí, sudeste paraense, onde foi construída uma aldeia indígena cenográfica. Com direção de Luiz Arnaldo, retrata a história da antropóloga vivida pela atriz Rita Carelli, que em contato com a nação indígena Paeté, passa por um processo de indigenização e incorpora características indígenas, enquanto que os índios desse tribo sofrem processo inverso. Índios da etnia suruí-aikeawara também participaram das cenas, assim como os atores paraenses Cláudio Barros e Adriano Barroso.

“O que basicamente o diretor quis mostrar foi esse processo de indigenização e os prós e contras deste contato da antropóloga com os indígenas. Ela (a antropóloga) acompanhou as gravações e nos ajudou no processo de criação também”, conta Pablo Costa, representante da produtora.

Já a partir do dia 24 de novembro, às 10h, a emissora leva ao ar a animação “As Icamiabas na Cidade Amazônia”. A série de cinco episódios em animação 2D se passa na fantástica Cidade Amazônia, onde os antigos Deuses se aposentaram, e agora os conflitos entre os seres encantados e os humanos passaram a ser resolvidos por suas estagiárias, as Icamiabas. Elas são quatro meninas guerreiras, cada uma regida por uma fase da lua, e que dividem sua rotina entre as tarefas comuns do dia a dia com batalhas divertidas para manter a harmonia na Amazônia de Pedra. 

“Apesar de falar da Amazônia, a série tem uma temática universal. Nossa preocupação foi criar um produto com referência amazônica e da nossa cultura local. As pessoas vão perceber que temos toda uma arquitetura tapajônica e marajoaras nas cenas. Por exemplo, a Cidade Amazônia é uma versão fantástica de Belém, onde as árvores vivem pertinho dos prédios. Bacana destacar também é que montamos uma equipe de animadores para dar conta do trabalho e formamos nova turma de animadores em Belém. Então, isso aqueceu o mercado, pois trouxemos capacitação também”, explica Andrei Miralha, um dos criadores, destacando que o estúdio contratou uma equipe com mais de 20 pessoas e formou novos animadores em Belém. 

VERBA ALTA

A TV Cultura do Pará destinou um total de R$ 3 milhões para as produções, sendo que R$ 1 milhão foi contrapartida da emissora e o restante do Fundo Setorial do Audiovisual, da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que repassou mais R$ 2 milhões às produtoras paraenses selecionadas. Das produções contempladas no edital lançado em 2014, as séries de ficção “Diários da Floresta” e “Os Konsiderados”, da Green Vision (que dever ser lançado somente em 2018), receberam R$ 1 milhão cada. Já o documentário “Eu Moro Aqui” e a animação “As Icamiabas na Cidade Amazônia”, R$ 500 mil cada.


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