15/01/2020 às 11h13min - Atualizada em 15/01/2020 às 11h13min

Mente por trás da ‘Dubai Brasileira’, Junior Super concede entrevista ao Jornal In Foco

Após revolta com matéria publicada no Jornal In Foco, Abraão Pinheiro, o popular Junior Super, falou sobre política, futuro de Canaã e sua pré-candidatura ‘Os próximos passos é continuar dando passos, simples assim’

Beatriz Macieira - Jornal In Foco
Há pouco mais de uma semana o Jornal In Foco publicou uma análise sobre o atual cenário político de Canaã dos Carajás. Na reportagem, o jornal falou sobre alguns pré-candidatos a prefeito de Canaã dos Carajás, entre estes, o empresário Junior Super.

“Eterno pré-candidato a prefeito de Canaã dos Carajás, Junior Super simplesmente não decola. Apesar do carisma e da força que tem como empreendedor, Super não pontua nas pesquisas. Tem como marca registrada a megalomania em dizer que transformará Canaã na “Dubai brasileira”. É engraçado, ousado, mas não convence ninguém.”

 
Revoltado com o texto publicado pelo jornal, o empresário divulgou notas de repúdio e se manifestou bastante contra a reportagem em diversas redes sociais. Uma das principais reclamações do empresário é não ter sido ouvido pelo In Foco. Dias depois da matéria publicada, Super concedeu entrevista ao jornal e falou sobre suas ideias para Canaã, bem como sobre sua indignação com a nossa reportagem.
 
Super tem 37 anos de idade – 14 destes morando em Canaã, é casado, pai, empreendedor na área da segurança privada e possui algumas empresas no segmento. Questionado, o empresário falou o sentimento com a matéria publicada. “Mesmo não tendo formação em comunicação social, o que faria de mim um jornalista de profissão, sou palestrante motivacional, sendo assim, também trabalho com comunicação e o que vem me chancelar como comunicador é o fato de saber me dirigir as pessoas com respeito. Foi justamente o que faltou por parte do Jornal in Foco, pois deveriam terem me escutando, como faz agora, antes de simplesmente me acusar de ser megalomaníaco.”
 
Sobre o que entende como política, Junior falou sobre gestão. “Sou empresário de sucesso, e se existe sucesso existe uma boa gestão. Com a política não é diferente: depende de uma boa gestão, de fazer o melhor dentro do possível, só que uma grande diferença, gestão pública é para uma cidade inteira, e não somente para alguns.” Apesar do comentário, Super afirmou que não tem mágoas do atual governo. “Mágoa?? Fala sério! Isso eu deixo para quem não tem o que fazer ou para aqueles que deveriam fazer mais e nada fazem. O que eu tenho pelo governo de Canaã é o mesmo que boa parte da população tem, que são os questionamentos que crescem a cada dia.”
 
Convicto da própria pré-candidatura, o empresário respondeu de forma vaga a pergunta sobre os próximos que pretende dar em sua pré-campanha. “Os próximos passos é continuar dando passos, simples assim.”
 
Sobre o projeto da “Dubai Brasileira”, Super falou que essa não é a única proposta que tem para Canaã. “O que eu digo, e repito sempre, é que a cidade de Canaã dos Carajás pode vir a ser uma cidade de referência, por isso a expressão “Dubai Brasileira”. A cidade em questão, Dubai, é apenas uma cidade como referencial, tal como poderia citar Nova York, Shangai, na China, Santa Catarina ou a cidade de Curitiba. Todas são cidades referenciais em desenvolvimento, em avanço tecnológico, em crescimento em toda as suas áreas.”
 
Sobre a grande diferença de PIB entre Canaã e Dubai, Super afirmou que tem consciência de que não há comparação entre as duas economias, mas que a cidade dos Emirados Árabes é uma referência de gestão. “Canaã dos Carajás talvez nunca chegue a ser uma Dubai como a cidade de Dubai nos Emirados Árabes Unidos, mas como uma “Dubai Brasileira”, pode sim, por isso que a frase está entre as aspas. E como fazer isso? Simples, gestão eficiente e comprometida com o verdadeiro crescimento da cidade e não com crescimento e enriquecimento pessoal de muitos.”
 
O empresário também falou sobre as razões para querer ser prefeito de Canaã. “Acredito que já passa da hora de acabar com a velha política que ainda assombra Canaã, acabar com a compra de voto, de acabar com velhas manias de que a cidade é funcionária da prefeitura e não o prefeito empregado do povo. Chega de corrupção e atos ilícitos! O Brasil não quer mais isso. Ser prefeito de Canaã não me agradaria se eu tivesse a mesma leitura da velha política; o que me encanta é a oportunidade da mudança, de fazer o diferencial com o povo e para este povo que precisa de muito mais que asfalto. Além de acreditar que podemos fazer desta cidade uma cidade referência nacional em coisas boas, podemos também desenvolve-la de modo macro, pois continuar como está não dá mais!”
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