15/01/2020 às 08h58min - Atualizada em 15/01/2020 às 08h58min

Após greve das jogadoras, futebol feminino espanhol consegue acordo inédito para a categoria

Convênio renderá 500 mil euros por temporada a cada clube da primeira divisão, e 100 mil para os clubes da segundona

- Jornal In Foco
Globo Esporte
Futebol Feminino espanhol entrou em greve em novembro — Foto: Twitter/AFE
A extensa negociação entre a Associação de Clubes de Futebol Feminino (ACFF) e a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) chegou, enfim, a um final feliz. As duas entidades alcançaram um acordo para a assinatura, nesta quarta-feira, do primeiro Convênio Coletivo da categoria, no limite do prazo estabelecido em novembro, quando as jogadoras da primeira divisão espanhola entraram em greve, na nona rodada da competição.

Com a assinatura do convênio, os clubes que disputam as duas principais divisões do Campeonato Espanhol Feminino poderão fazer parte do Programa Élite da RFEF, que oferece 500 mil euros por temporada aos clubes da primeira divisão e 100 mil para os da Segundona.

O acordo também encerra uma polêmica sobre a transmissão dos campeonatos. A cada rodada, dois jogos poderão ser transmitidos pela emissora detentora dos direitos televisivos.
 
O convênio coletivo foi negociado no dia 20 de dezembro com 13 clubes da primeira divisão, que exigiam a entrada no Programa Élite para assinar o acordo. Apenas três clubes do Espanhol Feminino - Barcelona, Athletic Bilbao e CD Tacón/Real Madrid - não participaram das negociações, mas a expectativa que eles também se juntem ao convênio.
 
O Barcelona lidera o Espanhol com 43 pontos em 15 rodadas. Atual campeão, o Atlético de Madrid, da atacante brasileira Ludmila, está em segundo, com 36 pontos. Outras jogadoras com passagens recentes pela seleção atuam na Espanha, como a volante Thaisa e a zagueira Daiane, ambas do Tacón/Real Madrid, e a goleira Aline, do Granadilla Tenerife.
 

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