09/01/2020 às 15h12min - Atualizada em 09/01/2020 às 15h12min

​Trump afasta nova ação militar contra Irã; Amazônia teve 30% a mais de focos de fogo em 2019

- Jornal In Foco
G1
Foto: Reprodução
Os principais jornais do país destacam o pronunciamento do presidente norte-americano, Donald Trump, no qual o político afirmou que o Irã parece finalmente estar recuando após ataques contra bases americanas no Iraque. A declaração foi feita na Casa Branca, em Washington, nos EUA, nesta quarta-feira (8).
 
Na sua primeira página, O Estado de S. Paulo informa que o tom de Trump no discurso teve o claro objetivo de evitar a continuidade do conflito com o Irã. Um dia após Teerã atacar bases usadas por militares americanos, como resposta à morte do general iraniano Qassim Suleimani, o presidente americano disse que está “pronto para abraçar a paz” e que prefere a pressão diplomática à opção militar.
 
No pronunciamento, Donald Trump comemorou o fato dos mísseis iranianos não terem deixado vítimas e anunciou novas sanções econômicas ao país islâmico. A retaliação do Irã acabou sendo vista como uma saída honrosa para os dois lados.
 
Em seu título principal, O Globo informa que o Irã evitou provocar a morte de militares americanos. O país muçulmano chegou a divulgar que 80 soldados americanos foram abatidos, mas os EUA desmentem a informação.
 
Na Casa Branca, Trump se manifestou acompanhado de seu vice, Mike Pence, do secretário de Defesa, Mike Esper, e do secretário de Estado, Mike Pompeo, além de diversos representantes da alta cúpula das Forças Armadas americanas.
 
O líder norte-americano garantiu que o Irã “nunca terá uma bomba atômica” e conclamou países europeus, a Rússia e a China a deixarem o acordo nuclear assinado com Teerã em 2015, quando o país abriu mão de obter a bomba de destruição em massa em troca do fim das sanções econômicas.
 
O Globo lembra que os EUA deixaram o acordo em 2018, impondo novas sanções econômicas que acabaram por provocar a atual escalada de tensão com o Irã. “Trump descarta retaliação militar ao Irã e reduz tensão”, diz a manchete do Globo.
 
Resposta ao ataque às duas bases dos EUA no Iraque será econômica, diz Trump
 
Em seu título principal, a Folha de S.Paulo lembra que o tom “amenizador” de Trump no discurso pós ataques às bases americanas ameniza ameaças feitas recentemente por ele mesmo. No domingo (5), o líder americano reafirmou que tinha o direito de “contra-atacar rápida, e talvez de maneira desproporcional”, caso o Irã atingisse alvos americanos em revide à morte de Suleimani.
 
A Folha lembra que Trump pedirá à Otan para ampliar sua presença no Oriente Médio. O presidente dos EUA também mencionou ser necessário unir forças para negociar um substituto iraniano que encerre com as ambições nucleares.
 
“Devemos trabalhar todos juntos por um acordo com o Irã que faça do mundo um lugar mais seguro e pacífico”, disse. “Trump afasta ação militar e diz que o Irã se acalmou”, sublinha a manchete da Folha.
 
Queimadas na Amazônia
 
Na sua primeira página, o Globo mostra que a Amazônia teve 89.178 incêndios detectados em 2019, um crescimento de 30% em relação aos registros de 2018, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A ação humana teria sido a principal causadora do início das chamas.
 
Esse foi o maior número de incêndios registrados por satélites desde 2017, ano de intensa seca que fechou com a marca de 107.439 focos. O matutino carioca lembra que, no mês de agosto do ano passado, houve o auge das queimadas no Brasil, com 30.901, pior mês registrado nos índices de incêndios desde 2010.
 
O pico das queimadas gerou reações de líderes mundiais como o presidente francês Emmanuel Macron, que pressionou Jair Bolsonaro e a nova política ambiental brasileira.
 
INSS após Reforma
 
Em sua reportagem principal, O Estadão revela que, dois meses após a promulgação da reforma da Previdência, o governo quer destravar 1,2 milhão de pedidos de beneficiários e desenvolver um novo sistema do INSS para analisar aposentadorias.
 
Segundo o jornal, o atual simulador de benefícios do portal Meu INSS está fora do ar. Sem o acesso ao sistema, o trabalhador não consegue descobrir quando poderá se aposentar.
 
As opções em estudo são remanejamento de servidores e a contratação de terceirizados para atuar no atendimento ao público, o que poderia liberar funcionários do órgão para trabalhar na análise dos benefícios. “Governo tenta reduzir fila de 1,2 milhão no INSS após reforma”, informa a manchete do Estadão.
 
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