27/12/2019 às 07h45min - Atualizada em 27/12/2019 às 07h45min

Sem contratações até o Natal, Palmeiras tem dezembro mais tímido da década no mercado

2010 foi o último ano em que o clube terminou sem anunciar o primeiro reforço

- Jornal In Foco
Globo Esporte
Anderson Barros, diretor de futebol, e Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag Palmeiras
Faltam quatro dias para o fim do ano, e o Palmeiras ainda não anunciou seu primeiro reforço para a temporada de 2020. Caso a tendência se mantenha, essa será a primeira vez desde 2010 que o clube terminará o ano sem um reforço para o time – tirando o treinador, Vanderlei Luxemburgo, anunciado em 15 de dezembro. Na época, o zagueiro Thiago Heleno foi o contratado, em janeiro de 2011.
 
De lá para cá, a torcida palmeirense se acostumou em conhecer o primeiro reforço bem antes do Natal. No final de 2011, o lateral Juninho foi o reforço. Em 2012, Ayrton foi o primeiro contratado. Em 2013, a vez foi do atacante Rodolfo, que mal jogou no clube. Em 2014 foi o volante Amaral.
 
No fim de 2015, o goleiro Vagner foi o primeiro anunciado para a temporada seguinte. Em 2016, foi Raphael Veiga. Em 2017, nomes como Diogo Barbosa, Emerson Santos e Lucas Lima já estavam acertados antes mesmo de dezembro. E no fim do ano passado, Zé Rafael foi o primeiro reforço confirmado para 2019.

A discrição do Palmeiras no mercado, porém, não significa que o clube não está atrás de novos jogadores. A diretoria do clube tem negociações em andamento, tanto para saídas, como para chegadas.
 
Essa quietude passa diretamente pelo novo modelo de gestão de futebol do Palmeiras, que é comandado por Anderson Barros, ex-diretor de futebol do Botafogo, e supervisionado por um comitê estatutário recém-criado.

Esse grupo é formado por três dos quatro vice-presidentes (Paulo Buosi, Alexandre Zanotta e José Eduardo Caliari) e pelo diretor financeiro Davi Gueldini. Em entrevista recente ao GloboEsporte.com, Maurício Galiotte, presidente do clube, explicou a função do grupo.
 
 
– O Conselho Gestor vai validar a estratégia e os planos de ação feitos pelos profissionais. Quem conduz o Palmeiras são os profissionais, é importante ficar claro isso para o torcedor para não ter nenhum tipo de confusão, de que não temos profissionais no processo. É o inverso. Todos os processos do Palmeiras são liderados por profissionais de primeira linha.
 
A movimentação do Palmeiras no mercado passa diretamente também pelas ações desta temporada. Na mesma entrevista, Maurício Galiotte diz que o clube optou por "uma estratégia agressiva" na contratação de jogadores no decorrer do ano, como Ricardo Goulart, Vitor Hugo e Luiz Adriano. Com isso, o Palmeiras passou do planejado.
 
Hoje o déficit do clube passa dos R$ 40 milhões. Até por isso que as contrações de reforços podem passar por trocas de jogadores. Apesar desse número, o presidente afirma que tudo será equilibrado na próxima temporada. O orçamento de 2020, recentemente aprovado, prevê R$ 60 milhões para vendas, e outros R$ 60 milhões para compras.

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