23/08/2017 às 15h52min - Atualizada em 23/08/2017 às 15h52min

Estado licencia projeto que vai explorar cobre e ouro em Água Azul do Norte

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Blog do João Carlos

Depois de meses de intensa articulação e um sem-número de viagens a Belém, o prefeito de Água Azul do Norte, Renan Lopes Souto (PSC), finalmente vai testemunhar, na próxima quinta-feira (24), a entrega da licença ambiental do Projeto Pedra Branca, da Mineradora Vale Dourado, que irá extrair cobre e ouro de uma jazida subterrânea dentro de seu município. Desde 2015, o grupo australiano Avanco Resources, controlador da Vale Dourado, aguardava o licenciamento ambiental do Projeto Pedra Branca, localizado a 80 quilômetros da sede de Água Azul, bem próximo à divisa com o município de Canaã dos Carajás, numa comunidade conhecida por Vila Feitosa.

“Foram muitas audiências em busca do licenciamento de um projeto que é fundamental para estimular a nossa economia, mas valeu a pena e o resultado desse trabalho representa uma grande vitória para a população”, comemora o prefeito Renan Lopes.

O ato de entrega está marcado para as 15h desta quinta-feira, no pátio da Prefeitura Municipal de Água Azul. Já confirmaram presença o vice-governador Zequinha Marinho (PSC); o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), deputado Márcio Miranda (DEM); o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Luiz Fernandes Rocha; prefeitos, vereadores e lideranças empresarias e comunitárias da região. Pela Avanco devem participar o presidente do grupo, Tony Polglase; o diretor executivo Luiz Azevedo; e o gerente-geral Otávio Monteiro.

A licença que será entregue pela Semas autoriza a construção da rampa (túnel) que ligará as áreas de extração ao restante da planta industrial do projeto. A empresa informou que as obras devem começar no início de 2018 e que a primeira produção comercial está prevista para 2020. O empreendimento deve gerar 800 empregos diretos na implantação e 400 novos postos de trabalho no período de exploração, estimado para durar 20 anos.

Se utilizada a fórmula de cálculo do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) para a geração de empregos no setor – 13 empregos indiretos para cada emprego direto –, o Projeto Pedra Branca pode gerar cerca de cinco mil postos de trabalho indiretos a partir do início da operação, com um impacto significativo na economia regional, especialmente nos municípios de Água Azul e Canaã. Mas esses números não são confirmados pela empresa e nem pelos órgãos governamentais envolvidos no processo.

O prefeito Renan Lopes Souto (direita) numa das muitas audiências em Belém em busca da licença do projeto

O projeto – De acordo com a Mineradora Vale Dourado, esse é o primeiro projeto de mineração subterrânea no Pará. Luiz Azevedo, diretor-executivo do Grupo Avanco, lembra que o Pará é conhecido por grandes projetos minerais, como o S11D, Sossego e Salobo, mas que existem centenas de pequenos projetos, em diversos municípios, que podem ser operacionalizados, gerando desenvolvimento econômico nas comunidades onde se encontram. “Esses pequenos e médios projetos de mineração são uma saída para a interiorização do desenvolvimento e viáveis para a economia regional”, defende.

Segundo o site da Avanco no Brasil, os trabalhos de pesquisa no Projeto Pedra Branca identificaram uma jazida de cobre e, “secundariamente”, ouro e prata. O depósito mineral tem aproximadamente 800 metros de comprimento, com largura variando de 10 metros a 50 metros. A profundidade também é variável, indo de 125 metros a 800 metros.

Conforme informações da empresa, o projeto está dividido em dois domínios: Pedra Branca Leste e Pedra Branca Oeste. Todo o minério será retirado pelo método de lavra subterrânea e somente a Zona Leste deve produzir 24 mil toneladas de cobre e 16 mil onças de ouro anualmente.


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