12/12/2019 às 17h24min - Atualizada em 12/12/2019 às 17h24min

​Moro diz que Bolsonaro poderá vetar pontos do projeto anticrime aprovado pelo Congresso

Texto reuniu propostas de Moro, da comissão de juristas coordenada por Alexandre de Moraes e de parlamentares. Projeto prevê medidas que endurecem legislação penal contra o crime.

- Jornal In Foco
G1
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O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou nesta quinta-feira (12) que o presidente Jair Bolsonaro poderá vetar alguns trechos do projeto anticrime aprovado pelo Congresso Nacional.
 
O texto reúne propostas do pacote anticrime apresentado por Moro; da comissão de juristas coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF); e dos parlamentares. O projeto prevê medidas que endurecem legislação penal contra o crime.
 
Entenda a diferença entre as propostas

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada e pelo Senado nesta quarta (11). Agora caberá a Bolsonaro sancionar o projeto, vetar parcialmente ou vetar integralmente.
 
"Vetar totalmente é uma hipótese descartada. Mas talvez haja alguns vetos, isso vai ser discutido com o presidente da República", afirmou Sergio Moro nesta quinta.
 
Moro deu a declaração após ter participado, em Brasília da apresentação de um balanço das ações do governo na área de segurança em 2019 (leia detalhes mais abaixo).
 
Senado aprova pacote de medidas que endurece a punição contra o crime
 
'Demora' na aprovação

Na apresentação do balanço, o ministro disse que o Congresso demorou a aprovar a proposta, mas agradeceu aos parlamentares.
 
"Embora tenha relativamente demorado que o Congresso deliberasse sobre o projeto, cabe aí os elogios aos congressistas, por terem aprovado, especialmente ao Senado pela rapidez com que apreciou a matéria", afirmou.
 
"Claro que nosso desejo é de que isso fosse decidido antes, mas não deixa de ser alvissareiros que tenha sido aprovado no final desse ano, o que nos abre um horizonte para o futuro e para o próximo ano mais promissor inclusive no âmbito da justiça e da segurança pública", declarou.
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