15/10/2019 às 14h59min - Atualizada em 15/10/2019 às 14h59min

No Dia do Professor, confira os artistas paraenses que também são educadores

Saiba um pouco mais sobre Dona Onete, Dione Colares, Dayse Addário, Jorge Eiró, Juraci Siqueira, Alfredo Garcia, Emanoel Freitas, Áureo de Freitas e Rui Paiva

- Jornal In Foco
O Liberal
(Bruno Carachesti/Divulgação)
Neste Dia do Professor, elaboramos uma lista de nove artistas paraenses que também assumiram a tarefa generosa do ensino. A primeira selecionada é Dona Onete. Cantora, compositora e poetisa com o talento revelado recentemente ao mundo, Dona Onete foi professora de História e de Estudos Paraenses na rede pública de ensino, por 25 anos, na cidade de Igarapé-Miri, no Nordeste do Pará, onde também foi dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp) e criou grupos de danças folclóricas e agremiações carnavalescas.


Dona Onete está prestes a lançar novo disco e iniciar nova turnê internacional (Bruno Carachesti/Divulgação)

Confira outros artistas que são mestres:


Rui Paiva dá aulas de Direito e Redação (Divulgação)

"A aula é que nem um show de rock, tem que ter uma introdução, desenvolvimento e conclusão", compara Rui Paiva, que é baterista das bandas Álibe de Orfeu e Oscaravelho. Formado em Direito pela Universidade da Amazônia (Unama) e em Letras pela Universidade Federal do Pará (UFPA), ele já deu aulas de bateria e na área jurídica, mas há 25 anos leciona no curso de Redação da família. "É um prazer ver um aluno que se interessa em aprender e começamos a testemunhar os resultados do aprendizado. É sempre uma satisfação. Não vejo diferença entre um palco de shows e uma turma cheia de alunos".

Arista plástico renomado, Jorge Eiró conta que o gosto pela arte o direcionou a cursar Arquitetura e Urbanismo na UFPA. Professor há 29 anos, ele leciona no Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPA e também dos cursos de Artes Visuais e de Arquitetura e Urbanismo da Unama, onde também ensina no Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura. "Entrei (na Unama) para passar uma chuva, substituindo uma migio professor e estou lá até hoje. Para mim, são indissociáveis as atividades de arquiteto, artista plástico e professor.

"O ator e diretor artístico Emanoel Freitas, com passagens pela Globo, começou a dar aulas há 14 anos em níveis de graduação e pós-graduação em diferentes áreas. Desde 2011, ministra cursos livres e workshops de atuação para teatro, cinema, televisão e internet, enquanto se mantém nas artes cênicas. Atualmente, ele está em cartaz com a peça teatral "Fulana, Sicrana e Beltrana", todas as terças-feiras, ás 21 horas, até 17 de dezembro, no Núcleo de Conexões Ná Figueiredo. "A docência virou paixão. Sempre tive pessoas que me ensinaram muito. Me sinto com a responsabilidade de retribuir isso, repassar o que aprendi e também aprender o que as pessoas têm a me ensinar. É uma via de mão de dupla".


Antônio Juraci Siqueira tem no folclore amazônico sua principal fonte de inspiração (Marcelo Seabra/ Arquivo O Liberal)

O escritor e poeta Juraci Siqueira é professor concursado de Filosofia pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) há 14 anos. Atualmente, ele leciona nas escolas Paes de Carvalho, no bairro da Campina, e Mário Chermont, na Cremação. Formado em Filosofia, pela UFPA, ele iniciou primeiro na carreira artística, influenciado pela leitura e histórias de ribeirinhos do interior paraense. "Eu adoro a vida de professor, mas é muito trabalhosa e chega a ser estressante às vezes pelas condições que encontramos nas salas de aula. Já enfrentei muito calor e poeira junto com os alunos, mas com a reforma, melhorou", descreve.

"Me descobri professora muito cedo", recorda a cantora lírica Dione Colares, que começou a lecionar na Universidade do Estado do Pará (UEPA) há 25 anos, ainda recém-formada em Licenciatura Plena em Música, na mesma instituição. Com mestrado em Canto Lírico na University Missouri- Columbia, nos Estados Unidos, ela atua como professora de Canto e de Música, formando professores de Artes (UEPA) e também cantores em curso técnico da Escola de Música da UFPA. Ela se mantém ativa em recitais e concertos, inclusive, vai desempenhar o papel-título de "Suor Angelica", no Festival de Ópera do Theatro da Paz, em breve. "É um prazer compartilhar o que aprendi, é um ato de generosidade e de troca de saberes".

O escritor, poeta e agora também compositor, Alfredo Garcia, deu aula de Jornalismo por 13 anos em diferentes faculdades privadas. Formado em Comunicação Social/ Jornalismo pela UFPA, com especialização em Teoria Literária, mestrado em Estudos Literários e concluinte da especialização em Gestão Cultural, ele atualmente é diretor do Artes na Fundação Cultural do Pará. Após ter sido demitido da faculdade em que trabalhava, no ano passado, ele iniciou como letrista em parceria com vários músicos, como Paulinho Moura, Paulo Uchôa, Sérgio leite, Marcelo Sirotheau e outros. "Adoro o título de professor, mas a situação da profissão hoje, é uma das piores na sociedade moderna", observa.


Dayse Addario ensina canto popular (Marivaldo Pascoal / Divulgação)

A cantora Dayse Addário fez a carreira nos palcos e ensina Canto Popular há 22 anos. Ela foi a primeira a ensinar esse gênero na Escola de Música da UFPA, onde atuou por cinco anos. Desde então, ela ministra cursos livres e workshops, principalmente de técnica vocal em várias instituições, já tendo passado pelo Instituto de Artes do Pará (IAP) e Conservatório Carlos Gomes, com destaque ao Zarabatana Produções, do qual é sócia. Ela cursou Canto Lírico no Conservatório Carlos Gomes, graduou-se em Música pela UEPA e fez especialização em Educação Musical pelo Conservatório Brasileiro do Rio de Janeiro, além de outros cursos de aperfeiçoamento musical pelo Brasil.

PdD em Educação Musical pela University of South Carolina, dos Estados Unidos, o violoncelista Áureo de Freitas leciona na UFPA há 26 anos, especificamente no Instituto de Ciências da Artes (ICA) e Escola de Música. "Ser professor é a minha vida. Respiro essa docência. Gosto de dar aula". Ao criar a Orquestra de Violoncelistas da Amazônia (OVA), em 1989, ele incluiu alunos e ex-alunos, assim como pessoas com dificuldades diversas de aprendizado, como Síndrome de Down, autismo, déficit de atenção e dislexia. Com o grupo, realiza turnês nacionais e internacionais. Entre os ex-integrantes há profissionais que deslancharam a carreira dentro e fora do Brasil.

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