09/10/2019 às 11h26min - Atualizada em 09/10/2019 às 11h26min

​Equipe econômica espera convencer Bolsonaro a acabar com estabilidade para futuros servidores

- Jornal In Foco
G1
Reprodução: Internet
 A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, espera convencer o presidente Jair Bolsonaro a acabar com a estabilidade no setor público para os futuros servidores. Nesta semana, o presidente disse que era contra acabar com a estabilidade e afirmou que a divulgação da proposta tinha como objetivo jogá-lo contra o funcionalismo público.

O Ministério da Economia prepara uma reforma administrativa para ser enviada ao Congresso Nacional logo depois de aprovada a reforma da Previdência. Segundo técnicos envolvidos na discussão, o presidente reagiu à ideia, depois que ela foi divulgada pela imprensa, por acreditar que poderia valer para os servidores atuais.

Os técnicos disseram ao blog que não dá para propor o fim do mecanismo para quem está na ativa, mas somente para quem for contratado após uma eventual aprovação da reforma administrativa.

“Vamos explicar isso ao presidente, e mostrar que nossa proposta não é acabar para todos os servidores, manteríamos a estabilidade para as chamadas carreira de Estado, como fiscais, auditores e diplomatas”, esclareceu o assessor do ministro Paulo Guedes.

Nesta quarta-feira (9), o Banco Mundial em conjunto com o Ministério da Economia divulgou um estudo mostrando dados sobre o peso dos gastos com pessoal no Orçamento da União. O estudo mostra que o servidor federal ganha quase o dobro de trabalhadores do setor privado. E que a diferença, de 96%, é a maior entre os 53 países comparados pelo banco. A média internacional é de 21%.

Além de acabar com a estabilidade para algumas carreiras, a proposta de reforma administrativa do governo visa também acabar com sistemas automáticos de promoções no serviço público, atrelando-as a resultados, e alongar as carreiras, reduzindo os salários de ingresso no setor público.
 
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