04/07/2019 às 15h22min - Atualizada em 04/07/2019 às 15h22min

​Cuidados ao empinar pipas no mês das férias escolares

Segundo o corpo de bombeiros os acidentes com pipas lideram o número de ocorrências no mês de julho.

Kevin William - Jornal In Foco
Alex Rocha
As pipas colorem o céu, deixam o ambiente mais divertido e atraem centenas de crianças para as ruas. No período de férias escolares e durante o verão amazônico, a prática de soltar pipas aumenta, e com ela alguns cuidados devem ser tomados para evitar acidentes. A adoção de algumas medidas de segurança é possível se divertir sem colocar vidas em risco.
 
O primeiro vilão da brincadeira é o cerol, mistura de cola e vidro, que é passada na linha para disputar a pipa do outro. A prática embora pareça divertida, provoca inúmeros casos de morte por cortes da linha. O segundo vilão é a falta de atenção, porque no momento de empinar a pipa, as crianças costumam olhar para o alto, e, com isso, o risco de atropelamento, queda de lajes ou buracos.
 
Outro perigo está, na rede elétrica, pois o simples ato de tentar puxar uma pipa presa aos fios de alta tensão pode provocar uma violenta descarga elétrica, capaz de levar à morte. Além de gerar curto circuito e falta energia por várias horas.  
  
Segundo o corpo de bombeiros os acidentes com pipas lideram o número de ocorrências no mês de julho.
 
Para evitar os riscos de acidentes
 
- Não use linhas com fio de cobre ou cerol, pois só as de algodão são seguras. A maioria dos acidentes com cerol ocorre na região do pescoço, ao provocar graves hemorragias que em alguns casos podem provocar morte;
 
- Preste atenção a motocicletas e bicicletas, pois a linha, mesmo sem cerol, é perigosa para os condutores;
 
- Não solte pipas perto de fios ou antenas para evitar choques elétricos;
 
- Não solte pipas em dias de chuva ou relâmpagos;
 
- Não retire pipas presas em fios de transmissão de eletricidade ou árvores, nem faça pipas com papel laminado, pois o risco de choque e acidente é grande;
 
- Procure locais abertos como, parques, praças ou campos de futebol;
 
- O local mais indicado é um terreno plano, sem muitos obstáculos e, se for soltar pipa na rua, tome cuidado com ciclistas e motociclistas que podem ser atingidos pela linha;
 
O capitão do corpo de bombeiros, Renato Figueiredo, orienta. “É importante que os pais fiquem atentos aos filhos. Não deixem eles brincarem em locais inadequados. “ Disse.

Brincadeira preocupa moradores
 
Morador do bairro dos Maranhenses, em Canaã, Ronaldo Nogueira Costa, 44, conta que é só chegar essa época que a brincadeira movimenta a rua, onde mora. “É uma brincadeira saudável desde que tenha o mínimo de cuidado. Aqui na minha rua por exemplo, de vez em quando falta energia, por causa dessas pipas. ” disse. 
 
Francisco Liobério, mora no bairro, Santa Vitória, periferia do município e diz que a falta de um espaço adequado para a prática da brincadeira contribui para os acidentes com as pipas. “A criança não tem onde brincar, aí vão para as ruas, onde não deveriam estar. ” Comentou.

No ano passado, por exemplo, um garoto de apenas 11 anos, caiu dentro de um poço com aproximadamente 12 metros de profundida em uma área, localizada no bairro Parakanã, em Canaã dos Carajás, sudeste do estado. Por sorte, o menino foi resgato com ferimentos leves.

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