19/06/2019 às 15h54min - Atualizada em 19/06/2019 às 15h54min

Susipe realiza simulação de crise prisional em todas as casas penais do Pará

Boatos de motim em Santa Izabel que circulavam nas redes pela manhã eram, na verdade, simulação em andamento

- Jornal In Foco
O Liberal
Internet
Nesta quarta-feira (19), boatos de um novo motim no Complexo Penitenciário de Santa Izabel, no Distrito de Americano, movimentaram as redes sociais. Textos falavam de fuga em massa, tiroteio e até reféns. A diretoria da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) acabou com a comoção e informou que tudo não passou de uma simulação, feita para testar e treinar a eficiência da estrutura e dos funcionários, em situações de emergência. 

A Polícia Militar e os agentes da Susipe realizaram na manhã uma simulação de crise prisional nas 48 casas penais do estado. Diversos batalhões da Polícia Militar ocuparam as unidades durante a ação estratégica. Esta é uma das várias ações ostensivas de combate ao crime organizado, com o objetivo impedir que ocorram situações críticas que possam comprometer a segurança no estado, dentro e fora do cárcere.



Durante o treinamento as tropas da PM que estavam em plantão foram acionadas para se deslocar para as unidades prisionais. Ao chegar, elas desembarcaram e ocuparam a parte externa e áreas de acesso dos presídios, se mantiveram estacionados por um período de duas horas e depois retornaram para a área urbana. Na simulação foi cronometrado o tempo de resposta do acionamento até a ocupação das casas penais e o período de permanência das tropas no local. Essas informações serão analisadas e estudadas para melhorar a atuação no futuro.

Na Região Metropolitana de Belém (RMB) participaram da simulação 318 homens do Batalhão de Polícia de Choque, da Companhia de Operações Especiais, da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), do Canil da PM e do Regimento de Polícia Montada. Nas unidades do interior do estado foram envolvidos os Grupos Táticos Operacionais de cada cidade.

 O Coronel Ricardo Batista, coordenador de operações penitenciárias da Susipe, organizou a simulação junto com o Comando de Missões Especiais (CME), da PM. Ele explica que este é um trabalho de caráter preventivo que faz parte de um planejamento estratégico da atual gestão do sistema prisional e o objetivo deste trabalho é fazer com que o Comando de Missões Especiais (CME) possa ter acesso às casas penais do estado e medir o tempo de resposta operacional em situações de crise nas unidades.

"Nós temos algumas unidades que tem uma série histórica de crises, como os Complexos de Santa Izabel e Marituba, e nesses casos damos uma atenção maior com o CME fazendo um plano de chamada posterior ao efetivo que chega. No primeiro momento será chamado o efetivo que já está plantão e logo em seguida será feito um plano de chamada para medir o tempo de resposta da chegada no novo pelotão. Vamos também fazer um laboratório dentro da sede, para instalar um gabinete de comando e de controle, de onde vamos acompanhar a ação em tempo real através dos links de câmeras de segurança e vamos aperfeiçoar e melhor os mecanismos para que a gente possa ter mais acertos e menos erros na tomada de decisão em casos de crise” garante o coordenador.

O gabinete de comando em casos de crises terá um suporte específico com acesso a câmeras de segurança instaladas dentro das unidades prisionais, como explica Renan Silva, coordenador do núcleo de tecnologia da Susipe. “Nós já estamos com monitoramento nos Complexos de Santa Izabel e Marituba e a ideia é instalar câmeras em todas as unidades prisionais do estado. De forma estratégica, vamos centralizar esse monitoramento porque com as câmeras vamos ter acesso a identificador facial e, com isso vamos conseguir identificar padrões de comportamento para a gente coibir tentativas de motim e fugas”, esclarece Renan.
 

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