09/11/2018 às 18h37min - Atualizada em 09/11/2018 às 18h37min

Coordenador do Distrito Empresarial de Canaã dos Carajás é preso pela PF por venda e receptação de extração ilegal de minério

Redação - Jornal In Foco
Com informações do G1 Pará
A Polícia Federal há mais ou menos três dias tem movimentado a região com uma operação denominada “Operação Migrador” que busca desarticular um grupo criminoso responsável pela extração clandestina de manganês na região.

No total estão sendo cumpridos 111 mandados judiciais expedidos pela 2°Vara da Justiça Federal de Marabá, sendo 24 de prisão preventiva, 29 de busca e apreensão, 52 mandados judiciais de bloqueio de contas bancarias e sequestro de bens e 06 ordens judiciais de suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

As buscas aconteceram em toda a região, precisamente nas cidades de Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis e Eldorado dos Carajás. Na quarta-feira (07) uma lista foi divulgada com todos os nomes dos 24 presos pela PF envolvidos no esquema de extração ilegal.

Em Canaã, o nome do envolvido é de Jorge Tomazi Trajane, servidor público contratado e nomeado oficialmente como coordenador do Distrito Empresarial de Canaã dos Carajás, por meio da Secretaria Municipal de Finanças e Agente de Desenvolvimento Municipal de Canaã dos Carajás foi preso por receptação e venda do minério extraído de forma ilegal.

Os 24 presos responderão por usurpação de bens da união, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e uso de documento falso. De acordo com o levantamento policial, a quantidade de manganês extraída, assim como todo o prejuízo causados pela extração, causaram um prejuízo de aproximadamente R$ 87 milhões.

A pena total pelos crimes pode chegar a atingir 30 anos de prisão. Os acusados serão encaminhados para os presídios de Marabá, Salvador e Vila Velha, onde ficarão à disposição da Justiça Federal.
 
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