04/07/2017 às 23h16min - Atualizada em 04/07/2017 às 23h16min

Fluxo de passageiros está abaixo do esperado no período de férias

Crise pode ter influência direta na baixa procura por passagens

Kleysykennyson Carneiro - Jornal In Foco
O mês de julho é conhecido por ser um período de intensa diversão, pois as férias escolares e os recessos nas alas públicas se tornam realidade na cidade. Quando isso acontece, viajar se torna uma das opções mais procuradas pela população. No entanto, o período de férias chegou e a procura pelas passagens não aumentou conforme o esperado para o mês. A crise parece ter chegado de vez ao setor.
 
Um funcionário de uma das cooperativas da cidade, que preferiu não se identificar, contou à reportagem que o comum para o período, nos anos anteriores, é o aumento de mais de 80% nas vendas das passagens, situação bem diferente do que acontece atualmente. “Estamos todos surpresos com essa ausência de crescimento. Nos anos anteriores, a van ficava 15 minutos aqui na rodoviária e já ia embora, pois estava lotada. Agora não. Às vezes passa 30, 35 minutos e sai com 6, 7 passageiros. Não é nada bom” disse o funcionário. Ele contou ainda que esse fenômeno pode ser atribuído ao fato de que muitas empresas que trabalharam na cidade durante a implantação do projeto S11D foram embora e, junto com ela, boa parte dos funcionários que optavam pelas viagens no período. “Os destinos mais procurados comumente são Parauapebas, Marabá e Xinguara, mas os números estão muito baixos em comparação ao normal” concluiu ele.
 
Apesar dos maus números para as cooperativas de van, o encarregado de uma agência de ônibus, Valdinei Profeta, conta que houve um aumento considerável no fluxo de passageiros nesse início de férias: “Do dia 30 para cá, já tivemos um aumento de mais de 30% na procura por passagens. As pessoas têm procurado bastante as rotas mais distantes como Goiânia, Belém e São Luís. Como as cooperativas não fazem esse tipo de transporte, nós acabamos sentindo esse aumento e eles não.” Valdinei contou ainda que quem mais viaja no período são os adolescentes, diretamente influenciados pelo recesso escolar.
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