21/09/2018 às 11h03min - Atualizada em 21/09/2018 às 11h03min

Mais de 4 mil processos de crimes de trânsito foram parar na Justiça do PA em 2018

Mais de 30% dos casos ainda não foram julgados. O número de acidentes cresce tanto, que os números deste ano representam 70% do total de processos da mesma natureza registrados em todo o ano passado.

- Jornal In Foco
G1
Só este ano, os crimes de trânsito geraram até agora 4.043 processos na Justiça do Pará segundo dados do Tribunal de Justiça do Pará e 30,87% dos casos ainda não foram julgados. O número de acidentes cresce tanto, que os números deste ano representam 70% do total de processos da mesma natureza registrados em todo o ano passado.
 
De janeiro a julho deste ano aconteceram 14.002 acidente no Pará. É o equivalente a uma batida a cada 20 minutos. E 666 acidentes provocaram mortes. A demora, no julgamento dos casos, significa impunidade para os parentes de vítimas.
 
Célia Pinho espera há sete anos pela Justiça. O irmão dela, agente de trânsito, foi atropelado em 2011 e morreu na hora. O motorista, Vitor Hugo Carvalho, ainda não foi julgado. “Ele continua em liberdade, recorrendo, usando de vários mecanismos que a Justiça permite para não pagar pelo crime”, diz.
 
Adalto da Cruz Melo estava na avenida Almirante Barroso com a travessa Humaitá em Belém. Ele foi chamado para organizar o trânsito e evitar acidentes, já que os semáforos haviam sido desligados por causa de um incêndio ali perto. Testemunhas disseram que o motorista participava de uma racha. Vinha em alta velocidade e perdeu o controle da direção,a tingindo Adalto.
 
Em 2014, a Justiça do Pará decidiu que Vitor Hugo Carvalho Rocha vai a Juri popular. Mas a data ainda não foi marcada.

Leis mais rígidas

A nova lei que alterou algumas normas do Código de Trânsito está em vigor desde abril e endureceu as penas. Os acusados de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e lesão corporal, podem ir presos se estiverem sob efeito de álcool ou drogas. Não cabe mais pagar fiança na delegacia. A decisão é do juiz.
 
“O resultado prático é o tempo de prisão provisória, uma prisão cautelar, que pode ser um flagrante, até uma prisão preventiva. Essa prisão que a gente não via antigamente, hoje está sendo decretada pelos magistrados, muitas vezes até em audiência de custódia”, explica o professor de Direito Penal Tiago Brito.

 
 
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