05/09/2018 às 09h17min - Atualizada em 05/09/2018 às 09h17min

Acusados de execução são condenados por júri em julgamento de mais de 15 horas

Rayfran das Neves, Luiz Carlos do Carmo Lopes e Raimundo Ferreira foram condenamos pela morte de três pessoas e tentativa de homicídio. Acusados e vítimas eram apontados por articular esquema de tráfico de drogas.

- Jornal In Foco
G1
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O tribunal do júri condenou Rayfran das Neves, Luiz Carlos do Carmo Lopes e Raimundo Ferreira Monteiro durante a madrugada desta quarta-feira (5), após mais de 15 horas de julgamento. Eles foram condenados pela morte de três pessoas em setembro de 2014, no sul do Pará. Os crimes estariam ligados ao tráfico internacional de drogas.
 
Luís Carlos foi condenado a 33 anos por um assassinato e uma tentativa; Raimundo Fernando foi condenado pelas três mortes, mais uma tentativa de assassinato e associação ao tráfico, com pena de 86 anos de reclusão; e Rayfran foi condenado a 97 anos de prisão também pelos três homicídios e uma tentativa, além de associação ao tráfico.
 
Rayfran das Neves, também é condenado desde 2005 pela morte da missionária norte americana Dorothy Stang. Ele teve progressão para o regime semiaberto e, em 2013, ganhou o direito a prisão domiciliar, após cumprir oito anos de prisão com bom comportamento. Em 2014, ele foi preso novamente já apontado pelas mortes da qual foi condenado em julgamento que começou nesta terça-feira (4).
 
Segundo a denúncia do Ministério Público, ele e os acusados foram os autores intelectuais das mortes de Leandro Kestring de Vargas e Joseane Noronha Santos, de Evalso Fagundes da Silva, e da tentativa de homicídio de Luana de Cássia Castro e Silva, mulher de Evalso. Luana sobreviveu, mas ficou paraplégica e cega de um dos olhos.
 

Entenda o caso

 
Segundo a promotoria, os acusados, traficavam drogas que eram fornecidas por Evalso e Luana, e transportadas pelo casal Leandro e Joseane. De acordo com as investigações, Rayfran e uma segunda pessoa comandavam a quadrilha, enquanto Raimundo e Luis Carlos negociavam com os fornecedores. Osimar seria responsável pelo aluguel do carro usado pelos transportadores.

A hipótese sustentada pelo MP é que Rayfran e um homem identificado como Charly pretendiam dar um golpe nos outros associados, ficando com a droga sem pagar pela mercadoria. Para isso eles executaram Evalso, tentaram matar Luana em um ramal da Alça Viária e, com a ajuda de outro homem, emboscaram o casal Leandro e Joseane no ramal do Areial, em Tomé-Açu.

 
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