Polícia Civil avança na investigação do homicídio de Cleiton da Conceição Silva

Mandado de busca é cumprido em Curionópolis contra companheira da vítima, suspeita de instigar o crime

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Polícia Civil avança na investigação do homicídio de Cleiton da Conceição Silva
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A Polícia Civil do Pará deu mais um passo na investigação do homicídio de Cleiton da Conceição Silva, ocorrido em novembro de 2025, na zona rural de Marabá. Na tarde de terça-feira (3), foi cumprido um mandado de busca e apreensão no município de Curionópolis, na residência de Izafran de Sousa Barros, companheira da vítima e suspeita de ter instigado Paulo César Mendes de Sousa a cometer o crime.

Cleiton foi morto em um sítio localizado na área rural de Marabá. Conforme informações da Polícia Civil, ele foi assassinado de forma violenta, e câmeras de segurança instaladas no local registraram a ação criminosa. As imagens foram amplamente divulgadas à época para auxiliar na identificação de Paulo César, apontado como autor do homicídio. Após a repercussão do caso, a residência dele chegou a ser destruída.

Paulo César foi localizado no estado do Maranhão no dia 14 de dezembro de 2025. Inicialmente, ele teve a prisão temporária decretada, que posteriormente foi convertida em prisão preventiva no dia 28 de janeiro deste ano. Até o fechamento desta reportagem, não havia informações oficiais sobre a transferência do suspeito para Marabá.

O mandado de busca e apreensão cumprido na casa de Izafran foi expedido após o inquérito policial apontar possíveis contradições em seu depoimento. No início das investigações, ela foi tratada como vítima, uma vez que estava no sítio no momento em que o companheiro foi assassinado.

No entanto, de acordo com a Polícia Civil, as alegações apresentadas por Izafran não se mostraram compatíveis com os elementos colhidos ao longo da apuração. As inconsistências levantadas pelos investigadores motivaram a intensificação das diligências e a busca por novos indícios que pudessem esclarecer o papel dela no crime.

Com o avanço das investigações, a polícia passou a suspeitar que Izafran teria instigado Paulo César a cometer o homicídio. Para a Justiça, há indícios de que ela possa ter responsabilidade penal no caso, o que fundamentou a autorização judicial para a realização da busca e apreensão em sua residência.

A Polícia Civil informou que seguirá com os procedimentos necessários para a conclusão do inquérito. Após essa etapa, será decidido se Izafran de Sousa Barros e Paulo César Mendes de Sousa serão formalmente indiciados pelo crime. O caso segue sob investigação.


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