O árbitro Jefferson Moraes, responsável por conduzir o confronto entre Paysandu e Ferroviária, na última segunda-feira (30), no Estádio da Curuzu, pela 14ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, relatou na súmula do jogo episódios de tensão e protestos por parte da diretoria do time paraense, além de ameaças nos bastidores da partida.
Segundo o documento oficial, no intervalo do jogo, o executivo de futebol do Paysandu, Carlos Frontini, protestou de forma “acintosa” contra a atuação da arbitragem. O árbitro afirmou que Frontini gesticulou de forma agressiva e proferiu as seguintes palavras:
“Porr, Jefferson! Você está segurando o jogo, não está deixando a gente jogar, deixou de dar três cartões para o adversário.”*
Ainda de acordo com Jefferson, o dirigente bicolor chegou a impedir a saída da equipe de arbitragem para o vestiário, sendo retirado posteriormente pelo preparador físico da equipe paraense.
O árbitro também registrou que, durante o intervalo, “pessoas não identificadas” foram até a porta do vestiário da arbitragem e bateram de forma insistente, com cobranças feitas em tom de ameaça. O episódio está sendo tratado com seriedade pela equipe de arbitragem, que considerou o ambiente hostil durante a pausa da partida.
Outro ponto citado na súmula foi o atraso no início do jogo. A bola só rolou sete minutos após o horário previsto. O motivo, segundo Jefferson, foi a necessidade de troca da camisa do goleiro Gabriel Mesquita, do Paysandu, que usava um uniforme semelhante ao dos jogadores de linha do time. Além disso, houve uma checagem adicional das condições do gramado, devido às fortes chuvas que atingiram Belém antes e durante o confronto.
Até o momento, o Paysandu não se pronunciou oficialmente sobre o relato feito pelo árbitro na súmula da partida.