Uma tragédia familiar abalou a cidade de Parauapebas na noite de segunda-feira (24). Maurício Barbosa de Oliveira é acusado de ter esfaqueado mortalmente sua irmã, Mariane Barbosa de Oliveira, que estava no final de uma gravidez de nove meses, além de seu cunhado, Erivelton dos Santos Alves. O duplo homicídio ocorreu na Rua Nova, localizada na zona rural do município. As autoridades agiram rapidamente e Maurício foi detido em flagrante pelo crime.
Uma testemunha, em contato com o Correio de Carajás, revelou que Maurício é um dependente químico e que chegou à casa das vítimas já sob o efeito de substâncias entorpecentes. Alegadamente, o agressor se dirigiu diretamente ao quarto onde Erivelton estava dormindo, já determinado a atacá-lo. Entretanto, Mariane tentou proteger o marido e acabou sendo alvo das agressões também. Durante o tumulto, Mariane sofreu pelo menos cinco facadas enquanto seu marido foi atingido por seis golpes impiedosos.
Além dos ataques brutais, um parente das vítimas avistou Maurício deixando a residência levando consigo a televisão do casal. Quando questionado sobre onde estaria Mariane, ele simplesmente respondeu: “tá aí”, mostrando frieza em suas palavras.
Maurício foi rapidamente detido pela polícia local, acusado do duplo homicídio. Erivelton, que exercia a profissão de cabeleireiro na comunidade, já havia sido ameaçado de morte pelo cunhado, embora as razões de tais ameaças ainda não tenham sido esclarecidas pelas investigações em andamento.
A notícia do crime se espalhou rapidamente, chocando e entristecendo profundamente a comunidade de Parauapebas. Mariane era mãe de três crianças pequenas, e foi graças à coragem delas que o socorro pôde ser acionado. As crianças, que presenciaram o horror daquela noite, correram até os vizinhos para pedir ajuda na tentativa de salvar a mãe e o padrasto.
O autor do crime, Maurício, foi detido pelos agentes da Polícia Militar e encaminhado imediatamente à 20ª Seccional Urbana da Polícia Civil, onde permanece à disposição das autoridades. A reportagem do Correio de Carajás ainda não conseguiu ouvir a versão do acusado sobre os terríveis acontecimentos daquela noite.
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