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10/05/2024 às 13h17min - Atualizada em 10/05/2024 às 13h17min

Volta a chover em Porto Alegre e cidade entra em estado de alerta

Previsão é de alto volume de chuva até segunda-feira e temor é de repique no Guaíba e mais enchentes na região metropolitana, complicando esforços de resgate

O Globo

Voltou a chover em Porto Alegre na manhã de sexta-feira, deixando a cidade em estado de alerta após a devastação causada pelas chuvas e a cheia do Guaíba desde o último fim de semana. A previsão é de 58mm de chuva hoje com a chegada de uma nova frente fria, e tempo ruim até segunda-feira, com a maior quantidade de água caindo no domingo.

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Os alertas foram emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na manhã desta sexta-feira. Um deles, na cor laranja, é de "perigo" e abrange a região metropolitana de Porto Alegre. Ele também avisa a população para o risco de ocorrência de tempestade, com ventos intensos (60-100 km/h), e queda de granizo. O outro, amarelo, comunica o "risco potencial" de chuvas intensas em praticamente todo o Rio Grande do Sul, com possibilidade de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

Pior cenário

O pior cenário seria a confirmação de chuva na cabeceira do rio em quadro de vento sul, com uma elevação do nível do Guaíba de até 20 centímetros, interrompendo a gradual baixa desde segunda-feira. O receio, como mostrou O GLOBO, é o fenômeno do 'repique' do rio Guaíba, com a água podendo voltar ao nível de 5,35m, pico atingido no domingo, de acordo com um modelo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Univesidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A conjunção climática pode fazer o rio voltar a marca dos cinco metros e complicar resgates e adiar o trabalho de recuperação de casas e logradouros públicos.

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  • O Centro de Porto Alegre segue debaixo d'água, como mostrou reportagem do GLOBO que atravessou ontem o coração de cidade em um barco de resgate. O pesquisador Demétrio Guadagnin, professor de Ecologia da UFRGS, lembra que as mudanças climáticas na região de Porto Alegre fazem com que a cidade hoje tenha períodos de chuvas fortes quase semanais em todas as estações do ano, o que pode ser mais um obstáculo para a agilidade na reconstrução da capital gaúcha.

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