24/05/2018 às 18h03min - Atualizada em 24/05/2018 às 18h03min

Combustível em Parauapebas pode durar só até amanhã

(Reportagem: Fernando Bonfim / Edição: Ingrid Cardoso - Jornal In Foco
(Reportagem: Fernando Bonfim / Edição: Ingrid Cardoso
A falta de combustível nos postos de gasolina é o que mais preocupa os populares, alguns postos já estão fechados e os que ainda têm combustível a previsão é que acabe até amanhã, sexta-feira, 25. Motoristas e motoqueiros para se precaverem, fazem filas nas bombas dos postos.
A escassez de combustível não afetou apenas a locomoção dos moradores, mas também os serviços públicos. Em nota enviada à imprensa a Prefeitura municipal de Parauapebas, por meio da Assessoria de Comunicação (ASCOM-PMP) informa que alguns serviços já foram paralisados por causa da falta de combustível no município. Confira a nota:
COMUNICADO PÚBLICO
Falta de combustível paralisa serviços da prefeitura. Apenas essenciais são mantidos.
A paralisação dos caminhoneiros em todo o País já afetou a Prefeitura Municipal de Parauapebas. Em virtude da falta de combustível nos postos da cidade, foi determinado nesta quinta-feira, 24, em caráter de urgência, o recolhimento de todos os veículos locados e oficiais para o pátio das suas respectivas secretarias, coordenadorias e demais órgãos do governo.

Apenas ficam mantidos em circulação os veículos que prestam serviços essenciais para a população, como ambulâncias (saúde) e transporte escolar (educação).
Ainda na nota emitida pela prefeitura, o transporte público do município também foi afetado pela escassez de combustível, obrigando a Central de Cooperativas de Transporte Público de Parauapebas a diminuir o número de veículos circulando na cidade, até que a situação de abastecimento seja normalizada.
A reportagem conversou com Vinicius Silva na fila de um dos postos da cidade, de acordo com ele, apesar dos transtornos causados, vê a greve dos caminhoneiros como positiva, uma vez que, o aumento no valor do combustível prejudica toda a cadeia de produção e consumo, entre eles, o valor dos alimentos. “Eu apoio a greve, pois acredito que todo cidadão quer que o valor da gasolina diminua, e de fato, como vemos nos noticiários, mesmo sendo pouco, já diminuiu”, disse Vinicius.
A greve nacional dos caminhoneiros autônomos iniciou na segunda-feira, 21, de maio, o principal motivo para a paralisação é o aumento significativo no valor do combustível, que chegou a 0,9% no valor da gasolina e 0,97% no valor do diesel.

Em Parauapebas o valor da gasolina chega até R$4,99 em alguns postos. O preço do diesel também sofreu aumento, chegando a R$4,20.
Sentindo o peso da greve na economia do País o governo de Temer tenta negociar com entidades representantes dos caminhoneiros autônomos, sendo que foi divulgada ontem, quarta-feira, (23), que o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já aceitou zerar o tributo usado para regular o preço de combustíveis, CIDE. Com o fim desta cobrança o governo abre mão de R$ 2,5 bilhões.  Mas para os caminhoneiros essa medida ainda não atende as suas expectativas, pois representa uma redução de apenas R$0,05, para eles o ideal seria reduzir também o valor de outros impostos, como por exemplo, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que é o que mais pesa no preço do combustível.
Grande parte da população nacional apoia a greve dos caminhoneiros, pois se mostram indignados com o aumento no valor dos combustíveis, alegando medida abusiva do governo sobre o cidadão
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