22/05/2018 às 17h35min - Atualizada em 22/05/2018 às 17h35min

Após greve de 13 dias, rede de ensino retorna às atividades em Parauapebas

Vitor Souza - Jornal In Foco
Nesta segunda-feira houve o retorno às aulas da rede municipal de ensino de Parauapebas, graças a um acordo firmado entre o Sindicado dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) e a Prefeitura Municipal de Parauapebas. A greve que teve início no dia 2 deste mês teve uma duração de 13 dias.
Foi aceita pelos grevistas a proposta do governo de um aumento salarial em 5% sobre o salário base e o acréscimo de 3% na hora-atividade para os alunos de 2018 e 2019, e para 2020 o percentual de 2%. No que se refere ao vale-alimentação, a proposta de aumento foi aceita e passou de R$ 600,00 para R$ 675,00.
Os alunos que foram prejudicados terão uma reposição durante o ano letivo, o SINTEPP ainda vai divulgar um calendário com os dias em que serão repostas essas aulas que não ocorreram por conta da paralização.

A aluna Rafaela Santos, da escola Cecília Meireles, falou a respeito do assunto: “A gente perdeu muito tempo praticamente já no período das provas, e com isso perdemos também muitos assuntos o que nos prejudica bastante”.

A reportagem foi em busca de mais esclarecimentos sobre o acordo e ouviu Rosemiro Laredo, coordenador da subsede do Sintepp em Parauapebas, que disse: “Primeiramente faremos uma proposta à Secretaria de Educação (SEMED) de reposição dessas aulas, o ideal é que não sejam feitas aos sábados, pois não há um rendimento esperado. No calendário letivo nós temos muitos recessos, então podemos utilizar, não digo todos, mas alguns desses dias para fazer essa reposição, provavelmente alguns dias da formação que ocorre durante as sextas-feiras, um dia não letivo, também podem ser usados”.

O sindicalista também falou a respeito das reformas nas escolas: “Nós também recebemos um cronograma de reforma das escolas, porque além da pauta salarial, também discutimos as péssimas condições das escolas, então, o secretário de educação afirmou que algumas escolas já começaram a passar por reforma”.
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